A investigação da Justiça Federal que resultou na prisão de vários suspeitos de planejar ataques terroristas aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro contou com a colaboração de Twitter e Facebook. A informação foi confirmada pelo juiz responsável pelo caso, Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, em entrevista ao Fantástico, exibida na noite de ontem (24/07) na Rede Globo.

Silva explicou ao programa de TV que a colaboração das duas empresas foi crucial para compreender a natureza das conversas realizadas pelos suspeitos. As duas companhias foram intimadas a entregar os dados específicos por uma ordem judicial, mas não quiseram comentar sobre esse caso em específico quando procuradas pela reportagem da Reuters.

Twitter e Facebook disseram apenas que têm política de tolerância zero com casos relacionados a terrorismo

Twitter e Facebook disseram apenas que têm política de “tolerância zero com casos relacionados a terrorismo e outros crimes”. Curiosamente, o Facebook tem se recusado a colaborar a justiça brasileira (em primeira instância) em casos de tráfico de drogas e outros crimes do tipo, o que levou aos três bloqueios do WhatsApp em todo o país do ano passado para cá.

Na semana passada, o Ministério da Justiça fez um comunicado informando que 10 suspeitos de terrorismo tinham sido capturados e colocados em uma penitenciária federal de localização secreta. No último domingo, o 12° e último preso da “Operação Hashtag” da PF tinha sido preso, depois de suspeitas de que ele tinha fugido para o Paraguai.

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