Embora a Apple tenha se esforçado para conquistar novos crescimentos na China, é bem provável que neste ano a empresa continue atrás dos concorrentes locais. 

Segundo alguns analistas, o mercado chinês passa por uma desaceleração de vendas de smartphones, e a principal causa seriam os ciclos de atualização que têm sido cada vez maiores. Se o cenário se mantiver como está, dificilmente veremos um boom como o de 2015 no país. 

Essa elasticidade mercadológica não favorece os números da Apple, embora eles continuem expressivos. Mudanças na participação de mercado, como o fato de ter sido ultrapassada pela Huawei, soam o sinal de alerta e exigem que a marca repense suas estratégias comerciais.

Para se ter noção da participação da Maçã, 25% da remessa total de iPhones em 2015 foram para a China, enquanto o primeiro trimestre de 2018 representou 19%. 

Por mais forte que a Apple seja na China, ela ainda fica atrás dos concorrentes locais representados por Huawei, Vivo, Xiaomi e Oppo, marcas que têm conquistado espaço gigante no território.

O que a Apple pode fazer?

Dentre as ações que a Apple pode tomar para mudar a sua realidade e atingir melhores metas na China, está o lançamento de aparelhos realmente diferenciados, o que não temos visto acontecer. A marca continua batendo na mesma tecla, entregando mais do mesmo para o público, sem se atentar ao que ele realmente anseia.

A China, praça de grande impacto de vendas, é conhecida por sua inovação e irreverência na área tecnológica, principalmente no universo mobile. Se antes os produtos locais eram conhecidos por qualidade duvidosa, hoje essa realidade mudou  e muito —, e as marcas têm entregado qualidade cada vez maior, sem deixar de lado a inovação e a ousadia. 

Se a gigante não se reinventar, ela vai entrar em uma zona de periculosidade ainda pior. A Apple já foi acompanhada por quesitos como design, desempenho, câmeras etc. há tempos. O que a salva é a fidelidade dos seus usuários, por gostarem da simplicidade do sistema e serem apegados à marca. Mas a pergunta que fica é: até quando isso se sustentará?

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