Jim Hackett, recém-chegado CEO da Ford, completou 100 dias na posição recentemente e uma de suas primeiras conclusões foi de que todo mundo precisa se acalmar em relação aos autônomos. Ele quer que a montadora pegue ritmo, claro, mas acredita que uma abordagem mais realista acerca de toda a situação pode evitar que a indústria crie um hype desnecessário.

O executivo acredita que a introdução de veículos autônomos acontecerá de forma bem mais gradativa que o esperado e que, mais que isso, haverá espaço para humanos na direção no futuro – mesmo com aquela coisa toda de tirar o volante e os pedais.

A defesa dele é que, a princípio, esse tipo de automóvel vem para suprir uma demanda maior de segurança do que pela comodidade, mas que a aplicação prática em um contexto maior ainda é uma incógnita.

Isso significa, nas palavras de Hackett, que a abordagem mais moderada da Ford vai permitir que a montadora veja com mais clareza e possa mudar sua estratégia – algo que uma empresa de tecnologia, por exemplo, que está 100% focada nesse desenvolvimento e está apostando tudo num futuro absolutamente autônomo, pode não conseguir fazer.