Um grupo de pesquisadores da Universidade de Durham, no Reino Unido, está trabalhando em um projeto que poderá facilitar o acesso de jurados a cenas de crime sem que eles tenham que de fato ir até o local. O projeto está desenvolvendo um robô chamado MABMAT que consegue fazer fotos e vídeos em 360° de alta qualidade que, posteriormente, podem ser exibidos em dispositivos de realidade virtual simples, como o Google Cardboard.

Visitas presenciais do júri são raramente permitidas na justiça britânica por conta da logística necessária e pelo risco de perturbar a cena. Fora isso, no momento que o crime entra em julgamento, muito da cena já pode ter sido mudado. Quando há vítimas, por exemplo, o corpo não pode ficar no local por muitas horas. Sangue, água e outros elementos mais efêmeros secam e não dão a proporção exata do que de fato aconteceu.

Por isso, capturar imagens imersivas da cena está sendo considerada uma solução. Isso porque a polícia britânica atualmente usa fotos de especialistas forenses e, em algumas vezes, vídeo.

O robô poderá capturar cenas de vários ângulos e permitirá que os jurados visitem o local do crime virtualmente

Ambas as plataformas são falhas porque não conseguem passar uma sensação correta do todo da cena do crime, e as fotos ainda têm o problema de dar muita importância para evidências que o especialista julga mais importantes. Há casos em que pessoas desenham a cena, mas isso raramente traz muitos detalhes ou fidelidade à realidade.

O robô dos pesquisadores poderá, em contrapartida, capturar cenas de vários ângulos e permitirá que os jurados visitem o local do crime virtualmente logo depois do acontecido. Tudo isso com equipamento barato: o MABMAT custa somente 299 libras esterlinas, cerca de R$ 1,2 mil na cotação atual.

Ainda não há expectativas claras para a adoção desse tipo de tecnologia em julgamentos, mas a expectativa é de que juízes permitam usar o material coletado por esses robôs assim que eles começarem a ser usados.

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