Conforme o Facebook se torna a fonte de informações primária de grande parte de seus usuários, a rede social se vê forçada a flexibilizar sua posição quanto a conteúdos considerados explícitos. Segundo a empresa informou na última sexta-feira (21), ela vai passar a liberar publicações com tais características contanto que elas sejam “dignas de notícias, significantes ou importantes para o interesse público”.

A decisão surge após diversas polêmicas que vão da remoção de imagens de mulheres amamentando até a icônica fotografia da “Menina do Napalm” da Guerra do Vietnã. O episódio mais recente na semana passada, quando a companhia se desculpou por ter eliminado um vídeo da Sociedade Sueca do Câncer que promovia a conscientização do câncer de mama através de animações que mostravam o corpo feminino.

Vamos trabalhar com nossa comunidade e com nossos parceiros para explorar exatamente como fazer isso

“Nossa intenção é permitir mais imagens e histórias, sem que elas apresentem riscos de segurança ou que mostrem imagens gráficas a jovens que não querem vê-las”, afirmaram Joel Kaplan, vice-presidente de políticas públicas do Facebook e Justin Osofsky, vice-presidente de operações globais e parcerias de mídia. Até o momento, a companhia não ofereceu muitos detalhes sobre como pretende adotar essas novas políticas.

“Vamos trabalhar com nossa comunidade e com nossos parceiros para explorar exatamente como fazer isso, tanto através de novas ferramentas quanto de novas abordagens”, explicam Kaplan e Osofsky. O trabalho deve ser dificultado tanto pela maneira como diferentes culturas encaram certos temas quanto pelos critérios muito subjetivos do que define ou não uma notícia.

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