Qualquer um que esteja no mundo dos celulares há algum tempo sabe que as câmeras desses aparelhos vêm evoluindo em uma velocidade alucinante, principalmente desde que a categoria smartphone foi criada e levou o segmento para um patamar ainda mais alto. Porém, será que há como quantificar essas melhorias fotográficas no setor? O pessoal do PetaPixel resolveu aceitar esse desafio e montou gráficos que mostram exatamente como os cliques mobile se desenvolveram nos últimos dez anos.

Para conseguir demonstrar com clareza esse histórico de uma década, Sven Skafisk separou a listagem em análises de megapixels, abertura da lente, tamanho do sensor e – por que não? – número de câmeras. Com o objetivo de manter tudo em um cenário mais controlado, ele também limitou o levantamento aos equipamentos top de linha de marcas como Apple, Samsung, Sony e LG. Prontos para o passeio? Então vamos lá!

Megapixels

Apesar de eles não serem a solução de tudo no mundo da fotografia – como muitas fabricantes querem que você acredite –, é claro que o número de megapixels teve um crescimento colossal desde 2007. Porém, é interessante notar que, enquanto 2015 representou o ápice dessa medida para o setor – com a família Xperia chegando próxima dos 25 MP –, os flagships mais poderosos da atualidade vêm reduzindo a “potência” de sua câmera traseira para a casa dos 12 MP, provando que a qualidade das imagens depende de outros fatores.

Abertura (f/x)

Quando se fala em abertura, seu número vem caindo vertiginosamente desde que os smartphones chegaram ao mercado. Calma, essa é uma boa notícia! Isso porque quanto menor for esse número, mais luz pode passar para o sensor, dando origem a fotos mais claras e melhor desempenho em cliques noturnos. Embora a média atual dos tops de linha esteja pouco abaixo do f/2 – com muitos celulares na marca dos f/1.7 – a tendência é que as lentes se tornem ainda mais claras ao longo dos próximos anos.

Sensor (tamanho na diagonal)

Sim, os sensores mobile também estão aumentando e isso significa – em geral – que os celulares podem tirar imagens muito mais detalhadas e bonitas. O único problema nesse sentido é que como os smartphones também andam ficando mais finos e compactos, essa pecinha tão preciosa para os fotógrafos de bolso precisa disputar lugar nas entranhas do aparelho com itens como bateria, processador e sistema de ventilação.

Número de câmeras

Se até há alguns anos poderia ser uma piada elencar o número de câmeras em um telefone, hoje isso é uma realidade bem comum. Afinal, se os primeiros celulares contavam apenas com uma lente traseira para fazer cliques em baixíssima resolução, logo o cenário mudou e trouxe uma companheira frontal para agradar aos maníacos por selfies. Não demorou, então, para que o verso do aparelho recebesse outra câmera para suprir funções que a original não conseguia ou tinha dificuldades em realizar.

O futuro?

Como a fotografia vai melhorar nos celulares daqui para frente?

Bem, fora dessa compilação, já temos sensores ainda maiores, celulares com quatro câmeras e aberturas ridiculamente claras. Sven lembra que, se unirmos toda a tecnologia do setor em um só aparelho, por exemplo, é possível ter em mãos um gadget com três lentes traseiras, abertura próxima de f/1.0 e estabilizadores individuais para cada elemento ótico – e que ainda faz ligações e roda Angry Birds, claro! Como você acha que a fotografia vai melhorar nos celulares daqui para frente? Deixe a sua opinião mais abaixo, na seção de comentários.

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