Falar que um player é melhor ou pior que outro pode ser injusto, pois cada desenvolvedor pensa em públicos diferentes para criar os recursos do seu tocador de mídia. Isto não é diferente para os reprodutores áudio. Há uma infinidade de programas, desde os mais simples players de MP3, até softwares com milhares de recursos e parafernálias visuais — algumas até inúteis. Não fazer comentários sobre os players mais simples não é desmerecê-los, mas é inviável falar sobre todos, já que a oferta é gigantesca.

Desta forma, comentaremos sobre alguns dos programas tocadores de áudio mais usados e baixados. Se você não se contenta com os players que mostraremos e prefere procurar por programas mais leves, mais simples ou que agradem mais o seu gosto, clique aqui para ver uma lista com alguns softwares deste tipo disponíveis para download.

Julgue o player pela capa

A primeira coisa que se nota em qualquer programa é o seu visual. Isto não poderia ser diferente em relação aos tocadores multimídia. Ter um design moderno e que agrade aos olhos é fundamental para o sucesso de um reprodutor de áudio. Isto é cada vez mais verdadeiro, pois todos os dias surgem novidades visualmente atrativas, que podem ganhar o lugar daqueles que esquecerem a estética, pensando somente na funcionalidade. Talvez seja este, inclusive, o trunfo dos players mais conhecidos, pois eles costumam investir mais neste aspecto.

iTunes, Winamp e Windows Media Player lado a lado.

A versão 11 do Windows Media Player marcou a morte do design feio que seus predecessores possuíam. O programa está extremamente bonito, fácil de usar, com a interface mais amigável e enxuta desde o lançamento do primeiro Windows Media Player. Da mesma forma, o Winamp, que tinha um desenho antiquado e feio, se comparado aos seus concorrentes, teve sua interface completamente redesenhada e modernizada na versão 5.

Logo RealPlayerProgramas de outras gigantes, como a Real Networks com o seu Real Player, a Apple com o iTunes e a Cowon, com o jetAudio, também lutam para manter a exposição dos seus players, que apesar de não serem tão populares quanto os players da Microsoft e da Nullsoft, são tão bons quanto eles. Estes players trazem menos apelo visual, mas não deixam de ser muito bem acabados e repletos de recursos.

Não nos esqueçamos da personalização. As chamadas “skins”, que modificam parcial ou completamente a interface do programa, estão amplamente disponíveis e são suportadas pela grande maioria dos tocadores existentes. Pense em um tema, faça uma busca na internet e certamente você encontrará várias “skins” muito bem feitas, relacionadas ao assunto pesquisado.

Bibliotecas

As listas de reprodução, presentes em praticamente todos os reprodutores de Audio, facilitam sua vida na hora de organizar o que você quer ouvir. Não é necessária a execução manual de cada música, pois todos os mais conhecidos players têm suporte à criação de listas automáticas de execução.

Uma evolução destas listas são as bibliotecas de mídia, que estão cada vez mais presentes e facilitam ainda mais a utilização do player, pois organizam com critérios definidos por você, todas as músicas presentes no seu PC. O Windows Media Player 11, por exemplo, é um dos players mais amigáveis, pois permite a organização de suas músicas de várias maneiras. Ele faz o download de capas de CD, informações sobre o artista da música e tem até um sistema de avaliação, para que você dê notas aos seus artistas preferidos.

Interface do MusicMatch Jukebox, outro player muito bom.

Os outros programas já citados também possuem o recurso de gerenciamento de mídia através das bibliotecas. Cada um organiza seus arquivos de uma forma. Cabe, pois, a você avaliar qual deles se encaixa mais em suas expectativas e em suas preferências. O recurso de biblioteca do iTunes também é muito fácil de usar e organiza muito bem as músicas do seu PC.

Já o Winamp ainda tem um pouco que aprender em se tratando de biblioteca. Suas listas de reprodução eram, sem dúvidas, as mais funcionais, pois tinham recursos diversos, como a geração de arquivos HTML contendo todas as músicas da lista. Com o advento das bibliotecas e o lançamento da versão 5, o Winamp entrou na categoria dos programas com organização de mídia por bibliotecas, mas seus recursos ainda se mostram um pouco confusos para usuários iniciantes.

Do WAV ao OGG

Não há o que discutir quando se pensa no formato de áudio mais popular da atualidade. O MP3 parece ter vindo para ficar, pois mesmo com o surgimento de outros codecs, algumas vezes até melhores do que o MP3, ele permanece como a paixão número 1 dos usuários, devido à sua facilidade de manuseio e à quantidade de softwares e dispositivos compatíveis.

Windows Media Player, Winamp e iTunesPorém, alguns desenvolvedores de software possuem formatos proprietários, como é o caso do WMA (formato de áudio da Microsoft, com qualidade às vezes superior à do MP3), que também é muito utilizado. Outros, como o OGG (Ogg Vorbis), que é de código aberto, também disputam para se tornarem o formato padrão de música digital.

Independente de este ou aquele formato ser de código aberto ou não, a maioria dos tocadores suporta até mesmo aqueles criados por seus concorrentes. Porém, infelizmente alguns programas simplesmente ignoram a existência de certos tipos de arquivo, como é o caso do Windows Media Player com o OGG. O codec existe já há algum tempo, mas mesmo assim, a última versão do tocador da Microsoft não suporta sua execução.

Veja também

Programas tocadores de áudio e outros formatos, com suporte à sincronização com dispositivos móveis, também estão conquistando seu espaço, já que celulares, computadores de mão e MP3 players estão cada vez mais integrados com a web e com os PCs. Alguns destes programas são o já mencionado iTunes, da Apple, o novíssimo Zune, da Microsoft e o RealJukebox, da Real Networks. Este tipo de software também possibilita uma melhor distribuição de mídia “on demand” (sob demanda), além das funções já consagradas de qualquer tocador de mídia.

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