Richard debateu sobre as próximas tendências para o mercado de games (Fonte da imagem: Reprodução/Você S/A)

Quando Richard Cameron (presidente da NVIDIA no Brasil) subiu ao palco para dar sua palestra “Novos paradigmas para a indústria de games”, durante o 2º Fórum Nacional do Comércio de Games do Brasil, muitos esperavam que o executivo focasse suas palavras para o ainda nebuloso Project Shield, exibido pela primeira vez na Consumer Eletronics Show 2013 (CES 2013). Embora o aparelho tenha ganhado bastante atenção, a palestra deu prioridade para uma complexa reflexão sobre as próximas tendências no mercado de jogos mundial.

Richard, que aconselhou os presentes a assistirem o curta-metragem “When consoles dies, what comes next?” (“Quando os consoles morrem, o que vem depois?”, em uma tradução literal), comentou sobre a polêmica possível “morte” dos consoles de mesa. De acordo com o executivo, as pessoas estão interpretando essa afirmação de forma errada.

“Quando dizemos que os consoles irão morrer, não quer dizer que eles não serão mais usados ou que serão abandonados em totalidade. Simplesmente passarão a ser obsoletos ou não terão mais tanto foco como novas tecnologias e modelos de jogatina”, afirma. “Vejam, por exemplo, os famosos arcades. Eles já morreram há muito tempo atrás, mas continuam divertindo as novas gerações – com menos atenção, mas continuam. Eles não sumiram, apenas foram descansar um pouco”.

"When the consoles die, what comes next?", por Ben Cousins

Revolucionando as formas de se divertir

Para Richard, existem três grandes tendências que dominarão o mercado nos próximos anos e causarão a obsolescência dos consoles tradicionais. São elas:

PCs – é difícil discordar de Richard quando este afirma que os computadores passarão a ser utilizados cada vez mais como plataforma principal de jogatina. O palestrante destaca as principais vantagens do PC: títulos exclusivos, efeitos gráficos melhores, possibilidade de melhorar as configurações de sua máquina e diversos acessórios. Richard também revelou um dado assustador: ao menos 25 milhões de computadores ao redor do mundo poderiam ser implementados com placas de vídeo melhores ou memória RAM adicional, mas seus usuários acabam deixando slots de hardware vazios por terem pouco conhecimento nesta área.

Cloud gaming – o futuro dos jogos também está na nuvem. O conceito de cloud gaming é semelhante aos famosos serviços de  streaming de vídeos como Netflix ou Crackle: você compra um jogo inteiro ou aluga um certo tempo de jogatina, e aproveita-o em sua TV ou computador sem precisar baixar nada, tudo através de streaming de dados em tempo real. 

Conforme Richard, esta tecnologia ainda não é muito difundida/utilizada por conta de dois fatores: a falta de servidores poderosos o suficiente para fazerem o streaming e o difícil acesso à banda larga de alta velocidade, crucial para uma experiência satisfatória. A NVIDIA já gerou uma solução para o primeiro problema – os servidores GRID, projetados especialmente para jogos –, mas o problema de conexão ainda impedirá que a tecnologia aterrisse no Brasil tão cedo.

Portáteis – por fim, a jogatina portátil ganha cada vez mais espaço com a vinda de tablets e smartphones poderosos e games mais bem elaborados, principalmente para o sistema operacional Android.

Conforme Richard, é justamente pensando nesses três pilares do futuro que a NVIDIA desenvolveu o Project Shield, que o executivo pediu com educação que “não fosse chamado de console”.

Conceito de cloud gaming deve ganhar mais espaço nos próximos anos (Fonte da imagem: Reprodução/NVIDIA)

Project Shield NÃO é um console!

O Project Shield está sendo desenvolvido para ser um verdadeiro centralizador de jogos. Trata-se de uma plataforma que agrega jogatina portátil (em um tablet Android com o processador para dispositivos móveis mais rápido da história; o Tegra 4, com cinco núcleos de processamento e GPU de 72 núcleos), jogatina doméstica no computador (já que o dispositivo pode se conectar ao PC e rodar jogos dessa plataforma), cloud gaming (pois terá a capacidade de rodar títulos via streaming) e console tradicional (com sua capacidade de se conectar à TV).

Dessa forma, o Project Shield deseja “desfragmentar” o cenário de games contemporâneo, oferecendo aos jogadores uma solução que lhes permita experimentar jogos de todas as plataformas em todos os lugares, seja comprando, alugando ou compartilhando.

Via BJ

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