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Depois de erro, Google desativa partes de recurso de fact-checking

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Em 2016, a Google criou uma ferramenta bem útil em meio à polêmica das notícias enganosas circulando na internet, já que boa parte do contexto político conturbado das eleições dos EUA começou a levantar suspeitas sobre a veracidade das notícias que estavam na web. Para ajudar a mostrar quais eram reais e quais não tinham tanta verdade assim, a empresa elaborou um algoritmo para a checagem de fatos – ou, como é mais comum dizer, o fact-checking. 

Como você notou, a checagem de fatos já estava disponível há algum tempo, mas recentemente houve um erro que fez com que a empresa suspendesse um dos recursos utilizados na hora de verificar as notícias: uma matéria a respeito da equipe de investigações do Conselho Especial dos Estados Unidos, chefiada por Robert Mueller, foi classificada como falsa. E pior: o algoritmo ainda atribuiu o conteúdo ao The Washington Post, um veículo completamente diferente do original. 

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Como resposta ao ocorrido, a Google optou por desativar a função de reivindicações, que é uma espécie de resposta dos portais; elas exibem quais foram os veículos ou as organizações que declararam quais determinadas notícias são verdadeiras, falsas ou parcialmente verdadeiras. Além disso, o Daily Caller já se retratou após ter sido acusado – de forma errada – de ter publicado notícias falsas. Porém, um representante da Google deixou claro que o recurso de fact-checking não seria desativado da plataforma; a checagem de fatos de organizações independentes continua sendo mostrada ao lado de resultados de buscas e artigos do Google News. 

Como saber se uma notícia foi checada 

Quando uma notícia é mostrada no app Google Notícias ou na página do navegador, uma tag chamada “verificação de fatos” aparece ao lado da publicação. Para que a mensagem seja mostrada, é preciso que os jornalistas sigam alguns critérios: a organização em questão não pode ser partidária, e o texto deve estar escrito de modo que o leitor consiga entender o que foi verificado e quais foram as conclusões obtidas pelo veículo. Além disso, é importante que as análises possuam referências e citações, deixando claro quem são as fontes. Se algum portal de notícias não seguir essas recomendações, o Google simplesmente vai removê-lo dos resultados mostrados nas buscas. 

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Foi somente em 2017 que o recurso de fact-checking foi anunciado no Brasil. Por aqui, o funcionamento seria basicamente o mesmo: as informações verdadeiras teriam destaque nas buscas comuns e no Google Notícias, enquanto textos falsos também seriam devidamente marcados. 

Ainda em relação ao ano passado, o Facebook trouxe algumas novidades a respeito da checagem de fatos – principalmente depois de diversas críticas que apontavam como a plataforma era um local em que notícias falsas se espalham rapidamente. No caso da rede social de Mark Zuckerberg, algoritmos seriam utilizados para que notícias falsas fossem detectadas e enviadas para verificadores de informações terceirizados. Abaixo do artigo original, ficariam os resultados da verificação realizada.

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