O último concurso idealizado pela SuperSkyCrapers, órgão dedicado à criação de competições que envolvem arquitetura e design urbano, lançou um desafio provocador a construtoras do mundo todo: como lidar com a falta de moradia em regiões superpovoadas? Mas não bastou apenas apresentar uma resposta à questão; o novo conceito arquitetônico tinha ainda de se basear no uso de containers.

O projeto teve como público-alvo os moradores da região de Dharavi Slum, em Mumbai (Índia). Segundo a CRG Architecural Consultants, empresa que ficou em terceiro lugar no concurso, uma investigação à descoberta de “uma solução temporária e digna seria feita e apresentada aos residentes da cidade indiana”.

E a companhia que levou o bronze não só entregou o projeto prometido como também conquistou destaque mundo afora em função, justamente, do conceito apresentado: dois edifícios, um com 400 metros e outro com 200 metros de altura, seriam construídos apenas com containers com capacidade para moradia de 5 mil pessoas. A Shekar Ganti, que ficou em primeiro lugar, investiu na ideia de se empilhar, em cada bloco habitacional, até 10 vagões de forma a dispensar grandes estruturas adicionais de apoio.

Projeto da Shekar Ganti ficou em primeiro lugar dados seus aspectos de sustentabilidade.

Segundo o júri responsável por atribuir a titulação aos conglomerados arquitetônicos, a adoção da proposta sugerida pela Shaker Ganti atendeu a quesitos de sustentabilidade, circulação fluída de moradores, uso econômico de energia, cadeias bem iluminadas e ventiladas. “Gostamos da configuração limpa de um projeto que poderia ser repetido e adaptado para a criação de um distrito, o que evitaria a formação de uma nova favela”, afirmaram os jurados.

Projetos conceituais

Os projetos apresentados à SuperSkyCrapers são conceituais e têm o objetivo de especular sobre soluções a problemas urbanos e discutir, também, o uso de materiais pouco convencionais na área da arquitetura. Debates deste tipo mostram-se urgentes, pois, conforme mencionado pela CRG, 6/10 das áreas superpovoadas vão estar localizadas sobre as grandes cidades até o ano de 2030.

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