Os brasileiros sempre são encaixados no mercado de celulares de entrada ou de aparelhos intermediários. Somos vistos como os consumidores de produtos mais baratos, que consequentemente possuem configurações mais modestas. Mas os dados recentes da firma de consultoria IDC Brasil mostram que essa imagem pode estar mudando aos poucos: o terceiro trimestre apresentou queda de 2% em relação ao ano passado, com perda de uma grande fatia, 51%, dos chamados feature phones — conhecidos também como os que ficam entre os básicos e os top de linha. Ao contrário do que pode parecer,  no contexto geral isso indica que o público aguarda para ter algo melhor nesses últimos meses.

Fim da liberação do FGTS, Black Friday e Natal adiaram as compras do terceiro para o quarto trimestre

“O consumidor procura por celulares com melhores funcionalidades. Os modelos que oferecem memória interna acima de 32 GB representaram 10,6%, do total de smartphones vendidos em 2016. Em 2017, já representam 33% do acumulado das vendas até setembro. Além disso, no ano passado foram comercializados 28,9 milhões de aparelhos com tela acima de 5 polegadas, 65% do total do ano. Até setembro de 2017 foram vendidos 29,1 milhões destes aparelhos, ou seja, 83% do total”, comenta Leonardo Munin, analista da IDC Brasil.

Além do fim da liberação do FGTS, que afetou o bolso da população, a declaração acima explica melhor o fato de muita gente ter esperado para realizar suas compras na Black Friday e no Natal, com ofertas e descontos que envolvem os lançamentos da temporada, que normalmente já trazem atualizações importantes para os dispositivos.

Projeções são otimistas

Ainda que os 12,4 milhões de aparelhos comercializado no terceiro trimestre tenha sido 2% inferior ao ano passado, a receita aumentou em 18%, com arrecadação de R$ 13,1 bilhões. O tíquete médio teve aumento de 12,4%, passando de R$ 994 para R$ 1118.

Para este último trimestre, a IDC Brasil projeta movimentação de 13,1 milhões de smartphones e 650 mil feature phones. Assim, o ano deve fechar com vendas de 52,1 milhões de aparelhos, um crescimento de 5% em relação a 2016.

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