Apesar de raríssimos, não faltam casos de celulares, notebooks e outros aparelhos que simplesmente explodiram espontaneamente. Na maioria das vezes, a grande culpada é a bateria e o TecMundo já explicou um dos motivos que levam a essa pequena peça a entrar em combustão.

Porém, pesquisadores da Universidade de Stanford parecem ter encontrado uma forma de evitar que acidentes envolvendo essas explosões ocorram. Se essa não parece ser grande descoberta para você, lembre-se que os dispositivos vestíveis estão se tornando uma realidade cada vez mais presente em nossas vidas. Não seria nem um pouco agradável se um aparelho desses explodisse no seu pulso ou no seu rosto.

E como funciona esse método?

Para entender como essa descoberta dos pesquisadores funciona, é preciso recapitular a ciência por trás das baterias de íon de lítio. Essas peças são, geralmente, compostas por três partes: um eletrodo positivo de lítio (ou cátodo), um eletrodo de carbono negativo (ou ânodo) e um separador entre esses dois elementos.

É exatamente esse separador presente na bateria que permite que os íons de lítio passem de um lado para o outro no processo de carregar e descarregar o dispositivo. Porém, também é neste componente que reside o problema: se houver alguma falha com o separador e os eletrodos entrarem em contato, uma explosão pode acontecer.

A solução desenvolvida pelos pesquisadores atua exatamente nesse aspecto: trata-se de uma fina camada de cobre que é colocada entre o cátodo e o ânodo, e consegue identificar caso haja algum vazamento entre as duas partes. Caso seja identificado algum problema, a voltagem da bateria é baixada até zero, evitando qualquer tipo de situação perigosa.

“Você pode receber uma notificação em seu aparelho quando a tensão cair para zero”, explicou Denys Zhuo, um dos pesquisadores envolvidos no experimento. “Isso vai dar tempo de sobra para substituir a bateria”, completa Zhuo.

Os pesquisadores não informaram quando essa técnica poderá ser amplamente empregada na fabricação de baterias. Vamos torcer para que ela evolua a passos largos e não precisemos correr o risco de ter o nosso smartphone, SmartWatch ou qualquer outro dispositivo explodindo em contato com nosso corpo.

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