Já estamos cansados de ouvir histórias de celulares que explodem ou pegam fogo repentinamente e ferem seus donos. Isso geralmente ocorre no momento em que os aparelhos estão sendo carregados e costuma ser uma falha de fábrica da bateria. Foi exatamente o caso de um notebook da Dell, que, nos EUA, explodiu e feriu uma mulher de 72 anos. Tudo teria ocorrido em função de uma bateria paralela no aparelho, e não um produto original da Dell.

O mau funcionamento da bateria teria provocado a explosão que feriu Loretta Luff, residente na Pensilvânia, no momento em que ela estava checando seu email e jogando baralho online. Seu Dell Inspiron simplesmente explodiu. A bateria foi arremessada e voou pela sala.

“Logo depois [da explosão], minha camisa estava pegando fogo, aí eu a tirei e depois abafei meu cabelo. Meu pé foi o pior. E acho que ainda pisei num pedaço da bateria espatifada”, declarou a vítima ao veículo ABC Philhadelphia.

O carpete de Luff, sua escrivaninha e até mesmo seu cachorro foram atingidos pela explosão. Ela ainda disse que fragmentos precisaram ser removidos de suas narinas por médicos.

Os exames preliminares dos bombeiros sugerem que, assim como ocorre com celulares, a bateria paralela pode ter sido a principal culpada. A Dell já se pronunciou sobre o caso e disse que o material “pode não ter sido aprovado pela fábrica”, pressupondo que a bateria realmente fosse comprometedora.

Posicionamento da Dell

“A Dell tomará os passos necessários para investigar esse incidente. Também é importante observar que, em nossa documentação do produto, a Dell avisa aos clientes que ‘usar uma bateria incompatível ou um material terceirizado pode aumentar o risco de fogo ou explosão’ e que ‘o cliente precisa trocar a bateria somente por uma comprada diretamente da Dell’, que é designada para funcionar em equipamentos da marca”, diz um trecho do pronunciamento da empresa.

Luff afirmou ter substituído a bateria, mas não sabia se a peça inserida era um material aprovado ou não pela Dell. “A explosão até fechou a tampa do notebook”, concluiu a norte-americana.

O notebook tinha seis anos de vida e havia sido dado à vítima por sua filha. Luff agora diz que, se conseguir um novo computador, vai remover a bateria dele todas as noites. Que assim seja.

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