Era uma vez um lindo mundo, em que as pessoas possuíam aparelhos eletrônicos para se divertir em casa. Tais produtos eram conhecidos como Super Nintendo e Mega Drive. Os felizes proprietários desses dispositivos podiam mergulhar em novos mundos, os quais eram exibidos numa televisão.

Em tais tempos, os habitantes da Terra adoravam embarcar em aventuras magníficas. Geralmente, as pessoas controlavam personagens como macacos com gravatas, encanadores em mundos mágicos e ouriços que encaravam robôs terríveis.

Tempos maravilhosos com Donkey Kong

Ocorre, contudo, que o tempo passou e muita coisa mudou. O mundo de hoje é completamente diferente. Parece que as pessoas se contentam com games cada vez mais simples e quase nada divertidos.

Bom, ao menos isso é que um jogador que ficou preso ao passado diria. Partindo dessa premissa, elaboramos este artigo para você averiguar se você evoluiu com os jogos ou se ainda está preso nos tempos da primeira aventura de Lara Croft.

Jogar em multiplayer é bobagem!

Ao contrário do que muitos pensam, os novos consoles não vieram apenas para trazer gráficos ultrarrealistas. Muito pelo contrário, o próprio Nintendo Wii prova isso. Ao que parece, a grande tendência proposta pelas companhias do ramo é a jogatina online com os amigos. E o modo multiplayer vem ganhando espaço, fato comprovado com os mais recentes títulos.

Argumento...

Todavia, quem curtiu os “jogos de verdade” não conseguiu aceitar essa moda. Aliás, como eram bons aqueles tempos em que você não dependia dos outros e podia brincar sozinho — no melhor estilo Forever Alone. Agora, com essa onda de games online, você acaba levando horas para realizar uma simples missão, graças aos seus amigos que não sabem jogar nada.

A verdade...

Sarcasmos à parte, quem está velho para os games tem certa repulsa dessa moda online. Não que as pessoas não saibam usar a tecnologia, mas apenas não aceitam o fato de que cooperar e desafiar amigos pode ser mais divertido do que enfrentar a inteligência artificial dos consoles. Claro, não consideramos aqui o ódio natural pelos constantes travamentos da internet, afinal, isso é algo presente em nossas vidas e inevitável.

Bobagem é não jogar Call of Duty: Modern Warfare 2

Os jogos estão cada vez mais curtos

Argumento...

Outra alegação recorrente de jogadores mais antigos é quanto à pequena duração dos jogos atuais. Ao que parece, os “verdadeiros gamers” não poderiam se contentar com joguinhos que duram meras 20 horas. Afinal, jogos foram feitos para serem curtidos por no mínimo 138 horas, como alguns gostavam de fazer com Final Fantasy.

A verdade...

Tudo bem, se considerarmos casos à parte, como a série Call of Duty (que teve o modo campanha reduzido a poucas horas), talvez o argumento tenha certa validade. Contudo, devemos considerar que, nos jogos de guerra, a jogatina online é o grande foco.

Esse segundo posicionamento, no entanto, pode ser um bocado furado, pois tudo depende do jogo que está sendo avaliado. Também é importante ressaltar que nem sempre percebemos o tempo passar, e parece que os jogadores mais antigos não se dão conta de que alguns títulos ainda têm longa duração.

Jogos curtos? Talvez você deva jogar Red Dead Redemption

Que alguns games das gerações passadas eram mais compridos, ninguém discute, mas isso não faz os atuais títulos serem entediantes ou menos divertidos. Aliás, talvez parte da diminuição no tamanho dos jogos pode ser para prender o jogador e não deixar que ele se perca em meio à enormidade de acontecimentos.

Games absurdos estão dominando...

Argumento...

As propostas dos jogos mais recentes são bem diferentes das que eram vistas antigamente. Boa parte dos games atuais é focada em missões sem qualquer nexo, descompromissadas com a realidade. Algumas desenvolvedoras ousam criar games em que o personagem do jogo é uma bola (Rock of Ages), em que o jogador deve controlar apenas o vento para coletar pétalas (Flower) ou em que o objetivo é arremessar pássaros (Angry Birds).

A verdade...

Controlar uma pedra, lançar pássaros e guiar o vento pode não fazer qualquer sentido. Entretanto, se analisarmos bem, jogar com encanador que encolhe e aumenta de tamanho, correr em alta velocidade com um ouriço ou ainda usar uma trupe de macacos para salvar outro amigo macaco também não faz o menor sentido.

A realidade é que nos jogos não há fronteiras para a imaginação, por isso todos os games são bem-vindos. O objetivo é fugir da realidade, criar coisas fantasiosas, incríveis e muitas vezes até absurdas. Claro, não há como gostar de todos os jogos, nem simpatizar com quaisquer ideias propostas, mas definitivamente o aspecto “non-sense” dos games é que faz da indústria o que ela realmente é: pura diversão.

Onde foi parar a originalidade?

Argumento...

Outra forma de defender a “superioridade” dos jogos clássicos é optar por questionar a originalidade. Os gamers mais antigos adoram relatar que a Nintendo não evoluiu e continua insistindo apenas em fazer os mesmos jogos do Mario. Também é comum ouvir que alguns games são puros clones de outros, em que apenas existe uma leve mudança de personagem e cenário.

A verdade...

Sejamos sinceros, o ditado “Nada se cria, tudo se copia” é válido. No entanto, não é por isso que os jogos atuais não são originais em nenhum aspecto (seja no gráfico, jogabilidade, história, visual artístico ou outro qualquer). Muito pelo contrário. Todo ano, o Baixaki Jogos analisa títulos inovadores, que impressionam de alguma forma. Só para citar alguns: