300 vezes mais fina que uma folha de papel. Essa é a espessura de uma nova lente de óxido de grafeno desenvolvida por cientistas australianos da Swinburne University of Technology e da Monash University. 

As lentes, extremamente finas, tem a capacidade de oferecer foco 3D em detalhes de objetos muito pequenos, menores do que 200 nanômetros. Isso significa que elas podem ser usadas no desenvolvimento de novos dispositivos para avançar o estágio em que a medicina atual se encontra.

A novidade permite a criação de máquinas que visualizam, monitoram e até manipulam partículas extremamente pequenas — o que significa uma vitória revolucionária no âmbito de diagnósticos e tratamentos.

Sobre o desenvolvimento em nanofotônica, o professor Baohua Jia, líder da equipe na universidade, disse: "Nosso conceito de lentes possui uma capacidade de 'subwavelength' (dimensões menores do que a extensão das ondas da luz) que é 30 vezes mais eficiente, capaz de focar precisamente na luz, do visível ao quase infravermelho. Além disso, ela possui um método simples e de baixo-custo para fabricar".

Os cientistas reduziram uma película de óxido de grafeno por um processo de foto redução. Dessa maneira, o resultado final saiu 300 vezes mais fino do que uma folha de papel. "Este material tem o potencial para revolucionar a próxima geração de sistemas ópticos integrados. Ele pode fazer isso desenvolvendo dispositivos fotônicos totalmente flexíveis e miniaturizados", comentou Jia.

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