Quem nunca teve um momento de frustração (ou vários deles) com o trânsito das cidades grandes, que sofrem de engarrafamentos constantes mesmo com a criação de novas vias de tráfego a cada dia? Pois bem, uma empresa quer dar fim a essa dor de cabeça, substituindo carros, ônibus e táxis com um de seus projetos, chamado skyTran.

Consistindo no que pode ser resumido como um monotrilho de cápsulas suspensas, o sistema skyTran promete ser uma maneira muito mais eficiente de se deslocar. O “veículo” consiste em uma pequena cabine de design aerodinâmico, com espaço para até duas pessoas, que pode ser controlada através de um app em seu smartphone – basta chamar uma cápsula, subir e ir até o local desejado, como o vídeo abaixo mostra.

A ideia, segundo a empresa, é que o sistema seja integrado às áreas urbanas, dando fim ao ciclo vicioso de crescimento de nossas cidades e ruas. Uma vantagem do skyTran é que ele utiliza uma tecnologia de deslocamento MagLev (a mesma presente nos trens-bala asiáticos), que os torna mais silenciosos e ecológicos do que um carro normal.

Ok, eles chegam a apenas 72 km/h, até o momento, não se comparando à eficiência de um carro. Mas ainda é um bom começo. E, segundo Douglas Malewecki, o skyTran compensa simplesmente por seu preço, que não só é muito mais barato de construir do que uma estação de trem, por exemplo, e com um custo de deslocamento de menos de 1 real por quilômetro.

Parece algo muito à frente de nosso tempo? Pois acredite: depois de anos em desenvolvimento nos centros de pesquisa da NASA, os skyTrans já estão disponíveis no mercado, embora ainda não haja nenhuma unidade em funcionamento.

A empresa não falta em vídeos com conceitos para mostrar como as cápsulas e suas estações funcionam, no entanto. Estas mostram, inclusive, diferentes maneiras como os terminais do skyTran podem ser, bem como a possibilidade de adicionar “andares” aos trilhos para comportar um maior número de pessoas.

Potencial limitado

A grande dúvida que um projeto como esses traz é: usar apenas essas cápsulas será suficiente para substituir todo um sistema de tráfego comum? Afinal, analisando o pequeno número de pessoas que um skyTran pode levar e a quantidade massiva de veículos nas pistas atualmente, um sistema como esses tem chances de apenas trocar as várias pistas em terra firme por várias fileiras verticais de cápsulas.

Não há como deixar de comentar que as rotas do skyTran, limitadas aos monotrilhos, também podem se mostrar um problema: ele não chega a substituir um veículo comum, visto que apenas automóveis teriam autonomia para andar por qualquer lugar da cidade por ruas. Além disso, um simples acidente no percurso, por exemplo, pode tornar impossível a você e todas as outras cápsulas se deslocarem (e como você está suspenso a metros do chão, resta esperar que tudo seja corrigido).

Agora junte os dois fatores e temos, ao mesmo tempo, uma cápsula que não dá a liberdade de um veículo individual, nem pode substituir o transporte público, dada sua quantidade limitada de passageiros. Tudo isso deve tornar difícil para que o projeto consiga realmente se mostrar atraente aos olhos do sistema de transporte público.

Felizmente, o skyTran terá a chance de mostrar a que veio e provar se ela é realmente tão boa quanto promete. Isso porque as Indústrias Aeroespaciais Israelitas (uma de suas parceiras do projeto) serão a primeira companhia a possuir um desses monotrilhos em seu campus de Tel Aviv, prevista para ficar pronta até 2017.