O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou recentemente que pretende colocar no ar até 2018 um helicóptero Boeing MH-6 “Little Bird” não tripulado que seja à prova de qualquer tipo de interferência externa. Ele será o protótipo de um novo sistema de “blindagem cibernética” dos computadores de bordo de veículos militares.

O objetivo é evitar que terceiros possam tomar o controle de aeronaves controladas remotamente e utilizar os armamentos acoplados a elas para atingir alvos civis, abrirem fogo amigo ou mesmo roubar o veículo para estudar sua tecnologia.

Para a realização de um teste preliminar que deve acontecer no próximo verão americano, cerca de 100 mil linhas de código – cerca de 70% do código original do computador da aeronave – estão sendo reescritas com a linguagem Ivory, desenvolvida pelos militares. Como comparação, os computadores de bordo de carros modernos requerem cerca de 100 milhões de linhas de código para funcionarem adequadamente.

HACMS

A iniciativa, chamada HACMS (Sistemas Militares Cibernéticos de Alta Confiabilidade, na sigla em inglês), foi lançada em 2012. “Foi lançada com o intuito de conduzir um experimento que prove que essas novas técnicas de codificação podem criar sistema completamente seguros”, disse John Launchbury, diretor do projeto, em entrevista ao site Nextgov.

O conceito não é nenhuma novidade, mas tem se tornado de vital importância ultimamente, devido à quantidade de sistemas computadorizados que vêm sendo instalados em todos os equipamentos militares modernos. Um drone comercial teve um bem sucedido teste do sistema em maio do ano passado.

“Normalmente, a maioria dos veículos comerciais e militares possuem sistemas escritos com linguagem C ou C++, que possuem diversas falhas de segurança. Nós desenvolvemos uma nova linguagem de programação que é provavelmente livre dessas vulnerabilidades”, disse Lee Pike, pesquisador-chefe da empresa de segurança cibernética Galois, que desenvolveu o drone comercial testado em 2014.

Cupons de desconto TecMundo: