Dados pessoais de eleitores nos Estados Unidos e Venezuela estão rodando na internet há mais de três meses, afirma o Defcon Lab. Os dados compreendem mais de 140 milhões de registros e são vendidos em fóruns do mercado negro.

Segundo as listas de dados descobertas, as informações de eleitores seriam dos anos de 2013, 2015, 2017 e 2018, envolvendo 20 estados norte-americanos. Considerando apenas os dois últimos anos citados, é possível encontrar dados de 71 milhões de eleitores estadunidenses.

Entre os dados vazados, estão: número da identificação do eleitor, nome completo, endereço físico, gênero e etc

Entre os dados vazados, estão: número da identificação do eleitor, nome completo, endereço físico, endereços anteriores, data de nascimento, gênero e status do eleitor. Essas informações, é válido notar, podem ser obtidas por meios legais nos EUA após requisição em cada estado.

Acredita-se que esses dados foram obtidos após ataques realizados contra entidades ou pessoas que requisitaram o acesso aos dados por meios legais, afirma o Defcon lab.

“Alguns estados têm sistemas online para alteração de dados do registro de eleitor, dentre eles, do local de votação. Um elemento malicioso poderia, de posse dos dados pessoais de eleitores cujo voto queira evitar, alterar a sessão de votação do eleitor. Desse modo, o eleitor se dirigiria no dia da votação ao local errado, pois teria sido alterado pelo elemento malicioso sem o seu conhecimento”, explica o Defcon.

electionEleitores

Sobre a Venezuela, foram reveladas imagens de uma base de dados SQL de 467 MB que permite inferir sobre a maioria dos eleitores — o país possui cerca de 30 milhões de habitantes. “Além da divulgação de dados pessoais dos seus eleitores, a Venezuela aparentemente teve seu sistema de votação remoto, utilizado pelas suas embaixadas, invadido por uma ação ofensiva. Os dados desse sistema, arquivos executáveis e credenciais também estão disponíveis para aquisição na deep e dark web”, afirma o laboratório.

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