Os computadores evoluíram muito nos últimos anos. É difícil imaginar que há apenas algumas décadas tínhamos PCs que ocupavam o andar inteiro de um prédio. Hoje, essas máquinas estão muito mais poderosas e compactas, sendo que um smartphone convencional – que cabe na palma da mão – é infinitamente mais potente que um computador daquela época.

Mas se eles passaram por uma evolução tão grande, por que ainda precisamos usar aquelas pequenas pilhas nas placas-mãe dos PCs? Afinal, as máquinas – especialmente os desktops – não ficam a maior parte do tempo conectadas a uma rede elétrica?

Por que ainda usamos uma pilha na placa-mãe?

Para que serve aquela pilha?

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a pilha que está na placa-mãe não serve para fornecer energia para o computador enquanto ele está em funcionamento. Aquela bateria, na verdade, é usada para alimentar dois pequenos componentes muito importantes para o PC: o semicondutor complementar de óxido metálico, mais conhecido pela sigla em inglês CMOS, e o relógio de tempo real.

CMOS

Em sistemas antigos, esse chip tinha como função primária armazenar parâmetros sobre a inicialização da máquina. Assim como a memória RAM, ele é volátil, o que significa que seu conteúdo é perdido caso a alimentação elétrica seja interrompida. Hoje, essas informações são armazenadas em memória flash – ou seja, permanente –, o que dispensa a necessidade de alimentação constante para manter os dados.

A bateria alimenta o CMOS, ou semicondutor complementar de óxido metálico.

Relógio de tempo real

Porém, como já mencionamos, a pilha da placa-mãe também tem a função essencial de alimentar o relógio de tempo real. Esse mecanismo – um simples relógio digital – é o que faz com que a máquina saiba qual é a hora mesmo quando o computador não está conectado à tomada.

Sem essa pilha, o seu computador teria a data e a hora reiniciadas todas as vezes que você o ligasse. Pense nela como se fosse a bateria de carro: quando ela é desconectada, o seu rádio perde todas as informações de hora que você havia configurado.

Bateria da placa-mãe.

Mas por que o CMOS precisa da bateria?

Se hoje as informações de boot são armazenadas em uma memória permanente, por que antes precisávamos guardar esses dados no CMOS, uma memória volátil? O motivo é simples: para permitir ao usuário zerar as informações de inicialização caso seja necessário.

Já que a remoção da bateria “limpa” o CMOS, essa era encarada como uma solução caso a inicialização estivesse apresentando algum problema. O inconveniente era ter que reiniciar o relógio também – já que a pilha alimenta o relógio de tempo real –, o que poderia ser facilmente contornado com um novo ajuste na hora quando o sistema finalmente se iniciasse.

No final das contas, a bateria ainda é muito importante em um computador.

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Portanto, na próxima vez que você olhar a bateria da sua placa-mãe, saiba que ela tem um papel muito importante para a sua máquina: manter o relógio em tempo real alimentado e com a hora correta. E você, já sabia disso?

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