Quem trabalha utilizando o computador sabe como pode ser útil usar dois ou mais monitores ao mesmo tempo. Dispensar a necessidade de ficar trocando de janelas diversas vezes gera uma economia de tempo que faz diferença e pode melhorar bastante a produtividade de alguns.

Pensando nessas pessoas, as fabricantes desenvolveram um conceito que já está no mercado há algum tempo, mas tem ganhado cada vez mais destaque entre os consumidores. Os monitores Ultrawide são produtos que possuem uma proporção diferente da dos tradicionais, podendo oferecer uma experiência de uso aprimorada em relação às múltiplas telas.

Monitor Ultrawide: por que você precisa de um?

O que são os monitores Ultrawide?

Sem uma definição específica, geralmente chamamos de Ultrawide aqueles monitores que trabalham com uma proporção de 21:9, podendo possuir vários tamanhos (em polegadas) diferentes. Essa medida foi adotada porque é similar ao que encontramos nas telonas dos cinemas.

Dependendo do tamanho do monitor, os consumidores vão encontrar resoluções que variam entre 2560x1080 e 3440x1440 pixels – o que representa uma quantidade gigantesca de espaço na horizontal para se trabalhar. Os modelos geralmente possuem 25, 29 ou 34 polegadas.

Monitor Ultrawide da ASUS.

O widescreen tradicional, presente atualmente na maioria dos monitores e televisores, veio para substituir aquela proporção mais quadrada de 4:3. A medida apresentada, nesses casos, geralmente se limita aos 16:9 (ou 16:10), com resoluções que podem variar bastante – 1024x576, 1152x648, 1280x720, 1600x900, 1920x1080, 2560x1440 e 3840x2160 são algumas delas.

Nos monitores Ultrawide, a proporção sobe para 21:9, aumentando o espaço horizontal com a promessa de melhorar a produtividade daqueles que exigem mais de uma tela para trabalhar.

Diferença de um monitor tradicional para um Ultrawide.

Modelos disponíveis (e indisponíveis por aqui)

Nem todas as fabricantes apostaram nos monitores Ultrawide. Dell, LG, AOC e ASUS são as principais empresas que lançaram modelos com essa característica. Porém, se ainda temos poucas opções disponíveis no mercado, no Brasil as coisas tendem a ser ainda piores.

Por aqui, a LG é a principal empresa que oferece monitores Ultrawide. Porém, buscando em sites de compras e leilão, até conseguimos encontrar outros modelos, mas geralmente são importados e com preços bem salgados.

Monitor Ultrawide da AOC.

No Brasil, o principal modelo disponível é o 25UM65, da LG, oferecido em vários varejistas online. A seguir, listamos algumas outras variedades para conhecimento dos leitores, mas vale ressaltar que a maioria está indisponível em nosso país (marca – modelo – tamanho da tela – resolução – preço médio em dólares).

  • LG – 29EA73 – 29” – 2560x1080 – US$ 350
  • LG – 29EB73 – 29” – 2560x1080 – US$ 590
  • LG – 29MA73D – 29” – 2590x1080 – US$ 360
  • LG – 29UM65 – 29” – 2590x1080 – US$ 400
  • LG – 34UM95 – 34” – 3440x1440 – US$ 900
  • LG – 34UC97 – 34” – 3440x1440 – US$ 1.200
  • Dell – U2913WM – 29” – 2560x1080 – US$ 510
  • Dell – U3415W – 34” – 3440x1440 – US$ 1.180
  • ASUS – MX299Q – 29” – 2560x1080 – US$ 400
  • ASUS – PB298Q – 29” – 2560x1080 – US$ 400
  • AoC – Q2963PM – 29” – 2560x1080 – US$ 350

Monitor Ultrawide da Dell.

Vantagens dos monitores Ultrawide

O primeiro ponto positivo a ser destacado nas telas Ultrawide é o ganho de produtividade. Entretanto, é preciso deixar claro que essa vantagem deve ser avaliada cuidadosamente. Como foi dito no começo da matéria, ter mais monitores “pode” ser útil para algumas pessoas. Isso vai depender de cada um e do tipo de tarefa realizada.

Se o seu trabalho não exige a troca constante de janelas e a consulta de outros documentos com muita frequência, um monitor extra (ou um Ultrawide) pode não ser a solução ideal. Para aqueles que trabalham com a leitura de páginas extensas – que exigem muito do scroll do mouse, por exemplo –, modelos que tenham a capacidade de serem utilizados na vertical podem ser mais úteis.

Monitor destinado para aqueles que lidam com documentos muito longos.

Porém, quem se enquadra na categoria mencionada anteriormente e ainda trabalha com edição de imagem/vídeo pode encontrar nas telas Ultrawide a solução ideal para todos os problemas.

Ao contrário de uma montagem com vários displays, esses produtos não possuem as bordas entre a divisão de telas. Além disso, o uso de um só monitor faz com que apenas um único cabo de transmissão de dados seja ligado ao computador, dispensando a utilização de várias conexões ao mesmo tempo.

Montagem de múltiplas telas.

Para os gamers, a proporção 21:9 também pode aprimorar bastante a experiência de uso. Ao contrário de uma montagem com dois ou três monitores, configuração na qual o chip gráfico precisa alimentar cada um deles com um refresh rate decente, o Ultrawide tende a exigir menos da GPU.

É claro que o aumento da proporção na horizontal também vai demandar um pouco mais de “poder de fogo” de sua placa de vídeo. Porém, chips gráficos não tão potentes devem ser capazes de renderizar as imagens para que elas se enquadrarem na medida adequada. Vale ressaltar que a maioria dos monitores Ultrawide também permite a exibição de conteúdo a partir de duas fontes de vídeo diferente, sendo possível, por exemplo, mostrar a Área de Trabalho do PC de um lado e a saída do video game do outro.

Montagem de múltiplas telas.

Desvantagens dos monitores Ultrawide

Os principais pontos negativos dos dispositivos Ultrawide são o preço e a indisponibilidade. Dependendo do modelo, em sites de leilão o produto pode chegar a custar mais de R$ 1,5 mil – um valor bem salgado para um monitor. Além disso, o fato de só encontrarmos determinadas variantes nesses sites denuncia a pobreza de modelos disponíveis por aqui.

Outro ponto a ser destacado é o tamanho que um monitor Ultrawide pode ocupar em uma mesa. Uma montagem com dois displays possui a flexibilidade de mover cada uma das telas livre e independentemente. No caso de produtos com a proporção 21:9, isso já não é possível, e nem todos dispõem desse espaço no escritório ou em casa.

Monitor Ultrawide da Dell.

As outras duas desvantagens contam mais para aqueles que pretendem executar conteúdos avançados nos monitores. Para conseguir lidar com a reprodução das imagens e baixar os custos, alguns modelos apostaram em baixas taxas de atualização (o tal refresh rate). Essa não é a característica ideal para aqueles que se preocupam com o tempo de resposta, algo essencial em jogos competitivos, por exemplo.

Outro problema é a compatibilidade com o conteúdo no formato Ultrawide. A situação mais frustrante daqueles que investem nesses equipamentos vai ser lidar com aquelas barras pretas nas laterais da imagem para preencher o espaço sobrando da tela. Porém, alguns jogos conseguem lidar com a proporção 21:9 esticando as “imagens”, o que também pode significar uma perda da qualidade gráfica.

Monitor Ultrawide da Samsung com tela curva.

Em suma, o que eu devo levar em consideração?

A seguir, listamos as principais vantagens e desvantagens que devem ser consideradas para quem está pensando em adquirir um monitor Ultrawide.

Vantagens

  • Podem melhorar a produtividade;
  • Não possui “bordas” entre a divisão de telas;
  • Dispensam o uso de várias conexões no computador;
  • Podem oferecer uma experiência aprimorada em alguns jogos;

Desvantagens

  • Ainda são muito caros;
  • Há poucos modelos disponíveis no Brasil;
  • Ocupam bastante espaço na mesa;
  • Geralmente possuem baixa taxa de atualização;
  • Alguns conteúdos não possuem suporte a monitores Ultrawide;

Monitor Ultrawide da ASUS.

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Ainda é cedo para dizer que os monitores Ultrawide vão dominar o mercado. Pontos negativos, como o preço alto e a falta de variedade de modelos disponíveis por aqui, acabam desfavorecendo as coisas para essa categoria de produtos.

Entretanto, a capacidade de aprimorar a experiência de uso e melhorar a produtividade são pontos que devem ser considerados. Portanto, se tiver a oportunidade, vale a pena experimentar uma tela Ultrawide e ver se você se adapta a esse novo tipo de monitor.

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