A FLIR, líder em tecnologia termográfica nos EUA, vem, nos últimos anos, oferecendo soluções que ajudam motoristas a identificar animais e pedestres na estrada, à noite. Desta vez, a empresa está introduzindo sua tecnologia nos chamados carros autônomos.

O que antes servia como uma assistência de visão noturna para um motorista humano, daqui para a frente deve funcionar como uma outra camada visual, permitindo ao software de direção automática ter mais precisão no reconhecimento dos objetos ao redor do carro.

Na demonstração da FLIR, foi utilizada uma câmera mais ou menos do tamanho de uma GoPro acoplada em cima do carro. Na parte de dentro do automóvel em movimento, um notebook mostrava, lado a lado, as imagens do que era captado na visão de uma câmera comum e na de uma câmera termográfica. Pode-se perceber que, na visão da câmera termográfica, pedestres, ciclistas e automóveis são identificados com maior eficiência.

A visão termográfica foi utilizada em preto de branco, onde o preto representa as áreas mais frias, e o branco, as áreas mais quentes. Entre esses dois limites, situa-se várias tonalidades de cinza. Veja, no exemplo abaixo, como a imagem baseada na temperatura possui um alcance de identificação muito maior do que a baseada em iluminação.

O sistema de reconhecimento de objetos funciona como um banco de imagens. A FLIR grava e cadastra as figuras, fazendo sua diferenciação. Quando entra em atividade, o sistema busca por imagens semelhantes e as compara em tempo real. Isso significa que um objeto só será reconhecido se tiver sido previamente cadastrado.

No exemplo baixo, registrado às cinco e meia da tarde, já estava praticamente noite em Manhattan, e é possível perceber que, na imagem da câmera comum, é praticamente impossível identificar a pessoa atravessando a rua na frente de um carro. Já na imagem da câmera termográfica, ela é claramente apontada.

Ao menos no teste realizado pela FLIR, a tecnologia de imagem termográfica se mostrou bem útil e muito bem-vinda em carros autônomos, onde a segurança de seres humanos está diretamente envolvida. Resta saber quando essas câmeras terão um custo atrativo para as empresas, pois atualmente, cada uma vale mais de US$ mil.