O perfil da Nissan do Reino Unido tweetou recentemente a respeito do lançamento do novo Leaf, o elétrico da marca. Nada de anormal até aí se não fosse o fato de que a página colocou o link como sendo “Nissan.com” que, ironicamente, não pertence à montadora, mas sim a uma das pessoas que mais odeia a empresa japonesa: um cara chamado Uzi Nissan.

Ao entrar no site, você é surpreendido por um logo enorme da Nissan (a montadora) cortada por um símbolo, que indica uma certa animosidade do Sr. Uzi. Então, é revelada uma homepage que diz: “O processo da Nissan Motor contra nós: isso pode acontecer com você ou alguém que você conhece”.

captura de tela de site

A história por trás de tudo isso é a seguinte: Nissan (o homem) é um imigrante israelense que mora no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e que tem uma empresa de software desde 1991, antes da montadora resolver ter o seu próprio espaço na rede. O site de Uzi foi criado 1994 e é aí que a treta começa: a Nissan queria o domínio para ela, mas o homem não queria ceder e o caso foi parar na justiça.

A montadora pediu US$ 10 milhões em compensação por danos, alegando que Uzi Nissan pegou o domínio de forma oportunista e argumentando que ele estava fazendo dinheiro com os cliques que recebia de forma equivocada pelas pessoas que acreditavam que “nissan.com” os levaria para o site da japonesa.

Uma captura de tela do twitterO post que trouxe o caso a tona (fonte: Justin T. Westbrook/Jalopnik)

A justiça decidiu a favor de Uzi Nissan em primeira instância, desde que o homem exibisse uma imagem dizendo que seu site não tinha qualquer relação com a companhia nipônica – decisão que foi prontamente atendida.

A montadora recorreu diversas vezes até o caso ser finalmente resolvido em 2007, com o empresário ganhando o direito de manter o endereço do site sem restrições e, assim sendo, ele resolveu transformar seu site em um meio de protesto contra a Nissan Motor – inclusive pregando pegadinhas não intencionais nos administradores dos perfis da empresa no Twitter na ocasião de um de seus lançamentos mais importantes.

“C’est la vie” como diriam por aí.