Gostou de conhecer os avós dos gadgets da Apple? Pois saiba que a internet e as redes sociais também tiveram antecessores muito curiosos, que não fizeram sucesso devido a problemas gerenciais ou, simplesmente, por terem sido criados em uma época em que o custo era alto demais.

Antes da internet, houve a Viewtron

Flórida, Estados Unidos, 1980: cerca de 5 mil cidadãos comuns trocam mensagens, leem notícias e até se divertem com games em uma rede que se assemelhava muito à internet, quase dez anos antes de o cientista inglês Tim Berners-Lee inventar a World Wide Web.

A Viewtron, como era conhecida, era uma rede fornecida pela empresa de mídia Knight Rider e a telefônica AT&T. Para usá-la, havia uma série de pré-requisitos: para começar, era necessário ter um terminal com teclado dedicado exclusivamente para a Viewtron. Esse equipamento era fornecido pelas empresas a um custo que ia de US$ 600 a US$ 900.

Mais tarde, com a popularidade dos computadores pessoais, a Viewtron passou a oferecer suporte para máquinas da Apple e IBM, além dos famosos Commodore. Também era necessário ter uma TV em cores, pagar a mensalidade de 12 dólares (com primeiro mês grátis) e dispor de uma linha de telefone para a comunicação com a central, que tinha um custo adicional de 1 dólar por hora. No vídeo acima, é possível conferir o equipamento e a interface usada pela rede.

A ideia por trás do serviço era muito simples: novas maneiras de jornais e revistas se comunicarem com seus leitores, nova modalidade de vendas de anúncios e a promessa de que os assinantes poderiam fazer compras e realizar transações bancárias sem precisar sair de casa, além de se informar e trocar mensagens com outras pessoas. Qualquer semelhança com a internet de hoje é mera coincidência.

Os primórdios das redes sociais

Friendster não soube aproveitar a demanda de seus usuários (Fonte da imagem: Dan Taylor)

A precursora das redes sociais surgiu em 1997 e se chamava Six Degrees. Curiosamente, o site sobreviveu até 2001, quando começou a ser substituído por serviços semelhantes e com mais potencial. Um desses “concorrentes” foi o Friendster, que por pouco não abocanhou o mercado que hoje pertence ao Facebook.

Lançado em maio de 2003, o Friendster conquistou milhões de adeptos em apenas alguns meses depois do lançamento. Em 2005, o site contava com 17 milhões de pessoas inscritas, mas a sua glória não durou muito. O serviço não conseguiu manter sua popularidade nem lidar com problemas que, na época, eram grandes demais.

Para começar, os responsáveis pelo Friendster não conseguiam trabalhar com a carga de processamento exigida para uma quantidade tão grande de usuários. Assim, no fim de 2003, era comum que uma página da rede levasse até meio minuto para ser carregada completamente.

Além disso, as primeiras versões do serviço permitiam apenas a criação de perfis individuais, não oferecendo suporte para a inclusão de grupos ou comunidade. Isso levou muitos usuários a “burlarem” o sistema criando perfis falsos e adicionando amigos. Dessa forma, as páginas do “Homer Simpson” ou da banda “U2” acabavam se transformando, de certa forma, em uma espécie de fã-clube. Esse tipo de perfil ficou conhecido como “fakester”.

Passo em falso

Infelizmente, em vez de perceber a demanda que os usuários exigiam e supri-la de alguma forma, a rede começou a caçar esses perfis falsos e a deletá-los, enfurecendo as pessoas e fazendo com que elas migrassem para redes concorrentes.

Essas lições foram levadas em conta por sucessores do Friendster, como o MySpace e o Facebook, que apoiam a criação de páginas para divulgação de bandas, grupos e até bichos de estimação. Recentemente, o Friendster reabriu como uma rede para gamers e voltado para o mercado asiático.

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