A Polícia Federal deflagrou hoje a segunda fase da Operação Glasnost em 51 municípios brasileiros espalhados nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.  O objetivo da ação é combater a divulgação de pornografia infantil na internet por usuários brasileiros.

350 policiais federais foram mobilizados nesses 14 estados para cumprir 72 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva. Antes dessa deflagração, a PF também fez ações de urgência em Osasco-SP, Presidente Prudente-SP, Porto Alegre-RS, Vila Velha-ES, Jundiaí-SP, Praia Grande-SP, Campo Grande-MS e Cachoeira do Itapemirim-ES. Nesses casos, a investigação identificou casos de abuso de menores concretos e prendeu os criminosos.

O nome da operação, Glasnost, pode ser traduzido do russo para o português como “transparência”.  A PF escolheu o termo porque a base da investigação (realizada a partir de Curitiba) foi o monitoramento de um site russo que servia como “ponto de encontro” para pedófilos e como repositório de pornografia infantil. Segundo a agência de notícias da PF, havia conteúdo de adultos abusando sexualmente de crianças de várias idades, inclusive de bebês com poucos meses.

A primeira fase da Glasnost foi deflagrada em 2013, quando 30 prisões foram feitas em flagrante por posse de pornografia infantil. Na época, vítimas foram libertadas de seus agressores.

Não há um relatório preciso com a quantidade de casos de brasileiros usando a internet para produção e divulgação de pornografia infantil.

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