Se você é fã de histórias de ficção científica, seja na literatura ou no cinema, deve reparar que estamos nos aproximando cada vez mais dessa realidade futurística em que as máquinas são capazes de pensar por conta própria, criando cérebros virtuais que comportam uma inteligência artificial que, ao mesmo tempo, fascina e gera medo em praticamente qualquer pessoa.

Pois se depender da Google e da Microsoft, esse tipo de tecnologia deve ser aperfeiçoado mais rapidamente ainda. Ambas as empresas estão trabalhando no desenvolvimento de redes neurais, uma técnica inovadora de inteligência artificial que simula a estrutura do cérebro humano e permite que máquinas aprendam coisas de modo independente.

A Microsoft e os idiomas

A gigante da tecnologia da informação fundada por Bill Gates está aplicando essa nova tecnologia em sistemas de tradução, fazendo com que computadores aprendam a traduzir conversas em tempo real através do Skype. Assim como os nossos cérebros, as redes neurais aprendem por associação, ou seja, quanto mais trabalham, melhor entendem o que estão fazendo e podem replicar com mais qualidade.

Apenas hoje em dia os cientistas foram capazes de fazer os neurônios artificiais funcionarem adequadamente

Assim, o sistema de tradução do Skype, por exemplo, tem mais facilidade para traduzir textos do alemão para o inglês após ter feito a mesma atividade entre os idiomas alemão e chinês. Sabemos que o primeiro neurônio artificial foi criado há mais de 70 anos, mas apenas hoje em dia os cientistas foram capazes de fazê-los funcionar adequadamente com esse objetivo.

A Google e os video games

Já a Google, uma das mais importantes companhias de tecnologia do mundo, vem ensinando seus computadores a jogar. As habilidades das máquinas são mostradas tanto em games para Atari quanto no antigo jogo chinês chamado Go. Nesse último desafio, os cérebros virtuais da Google foram capazes de derrotar por 4 a 1 o campeão mundial Lee Sedol.

A empresa americana também tem aplicado as redes neurais no desenvolvimento de seus futuros carros inteligentes, além de estarem criando computadores capazes de produzir pinturas eletrônicas surrealistas. O padrão de reconhecimento dessa tecnologia é tão avançado que os algoritmos da Google podem enxergar a silhueta de árvores e transformá-las em um prédio ou encontrar uma folha e fazê-la parecer com uma ave.

Uma das famosas pinturas digitais criadas pela inteligência artificial da Google

Uma revolução em IA

As redes neurais estão mudando a cara e o jeito como se entendia toda a tecnologia que envolve inteligência artificial. Segundo Pedro Domingos, cientista da computação e professor da Universidade de Washington, esse processo pode ser considerado tão importante quanto a invenção da internet. Com esses cérebros virtuais, as máquinas podem aprender coisas sozinhas e não exigiriam mais um programador para escrever códigos que as ensinariam a se comportar.

Um desses neurônios artificiais está para um neurônio real assim como um avião está para um pássaro

O professor Pedro Domingos afirma: “Um desses neurônios artificiais está para um neurônio real assim como um avião está para um pássaro. Em um nível mais detalhado, eles são muito diferentes, mas o ponto importante é que eles realizam a mesma tarefa: ambos voam. O mesmo acontece com uma rede neural e um cérebro humano: eles são muito diferentes. Um é feito de silício, o outro, de células, mas fazem a mesma coisa, que é aprender com a experiência”.

E se você acha que isso pode não ser nada muito importante, é bom mudar de ideia. De acordo com o CEO da Alphabet (a empresa que engloba a Google), Eric Schmidt, todas as tecnologias relevantes lançadas nos próximos cinco anos devem carregar em alguma parcela a mesma tecnologia por trás desses cérebros artificiais.

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