Uma das atuais e mais cotadas tecnologia em imagem é o HDR (High Dynamic Range), um recurso que exibe fotos e vídeos com maior fidelidade de cores, iluminação mais balanceada e, de certa forma, um aspecto bem mais próximo da realidade – caso queira saber mais, nós fizemos um especial sobre isso. Agora, a Panasonic está pesquisando uma forma de melhorar o HDR.

Basicamente, capturar um conteúdo em HDR requer que múltiplas fotos sejam mescladas em uma só, algo que limita a aplicação para objetos estáticos. O que a Panasonic quer fazer é produzir um sensor que crie imagens bem similares às que têm HDR em uma única foto, ou seja, sem a necessidade de múltiplas imagens serem juntadas para o resultado.

O novo chip poderia atingir resultados similares ao HDR

A empresa já está pesquisando um chip capaz de realizar isso. Esse componente é baseado em fotocondutivos orgânicos (OPF), algo em que diversas companhias estão de olho nos últimos tempos. De uma forma resumida, esse sensor opera com duas camadas distintas: uma comum, que captura a luz e a imagem, e outra que transforma a camada de luz em corrente elétrica e cria uma foto digital.

A tecnologia poderia ser utilizada para outros ramos, como carros autônomos

A grande sacada é que a Panasonic está experimentando um pouco com cada camada, aumentando a sensitividade de cada uma de maneira que os desenvolvedores podem aproveitar para coletar diferentes e novos tipos de informações. Há alguns detalhes técnicos mais avançados, mas a interpretação é difícil de entender, pois o texto original está em japonês.

A ideia da companhia é que esse novo sensor seja utilizado além das fotografias, como em carros autônomos. Por mais estranho que pareça, o chip poderia avaliar o ambiente através de imagens supersaturadas, algo que pode revelar objetos difíceis de se ver em certas condições climáticas. Por enquanto, não há previsão para esse material ser utilizado em produtos.

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