De acordo com um estudo publicado na revista científica Advanced Optical Materials, o uso de ondas sonoras – ou "nanoterremotos", como apelidaram os pesquisadores – permitem controlar a propriedade eletrônica de materiais 2D, que são extremamente finos, com espessura de alguns átomos.

Segundo os cientistas, a descoberta tem importantes implicações em dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos, abrindo portas para uma nova era de células solares de alta eficiência e sensores de câmera melhores para fotografar no escuro.

No experimento, foi usada uma placa de niobato de lítio, sobre a qual foram posicionados um transdutor interdigital (o IDT da ilustração de abertura), que converte sinais elétricos em ondaa acústicaa de superfície (SAW), e um material quase 2D, o dissulfeto de molibdênio (MoS2), que pode atuar como um semicondutor como o silício e, nesse caso, foi usado como fonte de luz.

Quanto mais vibração, melhor

Tanto a direção como a intensidade das ondas sonoras podiam ser controladas no experimento e descobriu-se uma relação entre os nanoterremotos e o desempenho eletrônico do dissulfeto de molibdênio: quanto mais intensas as ondas sonoras, maior foi a fotoluminescência do material.

Pesquisadores acreditam que as ondas sonoras podem atuar como veículos para os elétrons, o que faria mudar as propriedades eletrônicas do material. Ou seja, mudaria o nível de condutibilidade elétrica, mas apenas enquanto o sistema estivesse ativo.

Essa tecnologia poderia ser usada em câmeras, principalmente as de celulares, que têm desempenho fraco em ambientes de pouca luz. Entretanto, um sensor feito de materiais 2D poderia ter a sensibilidade aumentada com as ondas sonoras. O mesmo pode ser dito para os painéis solares, que podem ser melhorados com a manipulação do som.

Agora, resta esperar pela aplicação prática da tecnologia.

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