SSHD Searage de 2TB. (Fonte da imagem: Reprodução/StorageReview)

O aperfeiçoamento das tecnologias de armazenamento de informações por dispositivos eletrônicos tem inaugurado horizontes cada vez mais largos no mundo da informática. Não bastasse conseguirmos guardar milhares de gigabytes em um pequeno disco, agora a velocidade de gravação e reprodução de dados também é fantástica: os SSHDs estão aí. Mas, afinal, de quais inovações este hardware faz uso?

Grosso modo, o SSHD (“Solid State Hybrid Disc”, em inglês) pode ser entendido como uma peça híbrida que concentra os pontos altos dos já conhecidos SSD (Unidade de Estado Sólido) e HDD (Disco Rígido). Conforme se pode inferir a partir da própria definição do termo, os SSHDs são uma ferramenta eficaz de armazenamento de dados cuja performance assemelha-se aos ótimos resultados de desempenho obtidos pelos dinâmicos SSDs.

Ao combinar uma pequena quantidade de memória flash NAND (“Not AND”), que permite ao usuário acesso rápido a arquivos aleatórios, a algumas propriedades de um disco rígido tradicional, um SSHD oferece as seguintes possibilidades:

  • Alta velocidade em decorrência das eficientes performances de SSDs (que usam memória flash do tipo NAND);
  • Pode armazenar grandes quantidades de dados, uma vez que faz uso também das tecnologias dos tradicionais HDDs;
  • É capaz de priorizar determinados dados, melhorando assim a resposta de certos processos.

Outra das vantagens desta forma de armazenamento de dados diz respeito ao custo do componente – consideravelmente mais barato quando comparado a SSDs com capacidades um pouco maiores de estoque de arquivos. Os SSHDs são em média 4,5 vezes mais rápidos que os HDDs de 7.200 RPM – a capacidade (que pode ir de 1 TB a 4 TB, por exemplo) também é outro dos aspectos positivos destes recentes discos híbridos.

Confira, no vídeo abaixo, um comparativo dos tempos de inicialização e de execução de processos feito pelo canal DadsDotCom. Foram submetidos ao teste unidades do tipo SSD, HDD e SSHD.

Um disco inteligente

Além de fazer uso dos recursos mais relevantes dos HDDs e SSDs, os SSHDs contam também com um mecanismo de processamento de dados especial. Criada pela Seagate, a tecnologia Adaptive Memory, conhecida também como “tecnologia autodidata”, usa um conjunto de algoritmos avançados para monitorar o uso de dados e priorizar aqueles que são usados com maior frequência – criando assim registros que ficam armazenados na parte sólida do disco.

(Fonte da imagem: Reprodução/StorageReview)

Em resumo, as informações coletadas pelo firmware de Adaptive Memory ficam guardadas na memória flash NAND sem nenhuma influência dos drivers de dispositivo de armazenamento host ou relacionados – os elementos importantes de dados específicos é que são identificados.

Arquitetura integrada

A comunicação entre os dispositivos associados nos SSHDs é toda feita por meio da interface SATA. Além disso, a relação entre a memória flash NAND e a mídia de HDD é gerenciada independentemente do sistema host. As vantagens desta arquitetura integrada em relação a um Flash Cache Module (FCM) são, portanto, aquelas já mencionadas: grande capacidade de armazenamento de dados e rapidez por meio do uso de memória flash.

Para usuários comuns

A tecnologia Adaptive Memory faz uso de 8 GB de memória flash NAND. Esta quantidade é suficiente para atender então a quais tipos de usuários? A maior parte das cargas de trabalho de um computador exige que uma pequena quantidade de dados fique armazenada. Desse modo, processamentos de texto, planilhas, processos via email e também aplicativos baseados em nuvem podem ser tranquilamente executados por um SSHD.

(Fonte da imagem: Reprodução/StorageReview)

É importante destacar, portanto, que processos mais complexos (como edições de vídeo ou o trabalho desenvolvido por softwares de designs, por exemplo) “não obteriam benefícios significativos com o uso da tecnologia SSHD”, conforme bem explica um dos especialistas da própria Seagate.

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