(Fonte da imagem: Tecmundo)

Não é incomum ouvirmos o termo “disco” para se referir às unidades SSD. Essa confusão é normal, pois já estamos acostumados a nos referirmos aos discos rígidos dessa maneira.

A sigla SSD vem de “Solid State Drive (Unidade de Estado Sólido)”. O dispositivo é uma unidade de armazenamento que aloca os dados em chips de memória flash, basicamente do mesmo modo que um pendrive faz para guardar os arquivos.

Já os HDs comuns possuem discos magnéticos em seu interior. Para que os dados possam ser acessados, um mecanismo de leitura precisa se movimentar até o ponto em que os arquivos estão.

Essa tecnologia pode aumentar significativamente o desempenho da sua máquina, principalmente na hora do boot e de abrir os programas. Os sistemas operacionais modernos — como o Windows 8 — em conjunto com tecnologias de ponta — como o Intel Smart Response — podem colocar um SSD e um HD comum em paralelo para aumentar a velocidade do computador como um todo.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Outra vantagem dos SSDs é o consumo energético que, por ser menor, pode fazer com que a bateria do seu notebook dure mais tempo. 

Os SSDs já estão no mercado há um bom tempo e, mesmo que o seu custo ainda não seja o ideal, é possível encontrar modelos mais acessíveis. Mas será que a diferença de velocidade compensa o investimento em uma unidade SSD? É isso o que nós vamos tentar descobrir agora.

Para aprender a instalar um SSD, clique aqui.

Kingston SSDNow V300

Para esse teste, nós escolhemos o drive SSDNow V300 da Kingston. O modelo une um ótimo desempenho com um preço razoável, o que resulta em uma boa relação custo-benefício.

O dispositivo já trabalha com a interface SATA 3.0, que oferece uma taxa de transferência de dados de até 6 Gbps. Segundo a Kingston, o SSDNow V300 possui uma velocidade de leitura e escrita de dados que chega a 450 MB por segundo, o que deve ser suficiente para que você possa acelerar o seu computador substancialmente.

O SSDNow V300 não difere muito de um HD para notebook, pelo menos em tamanho físico. A principal diferença visual é a robustez do design, principalmente porque o equipamento não possui partes móveis, como um disco rígido tradicional. O case de metal segue o padrão de qualidade Kingston.

Para os testes, nós colocamos o Kingston SSDNow V300 para competir com um HD tradicional, o Seagate ST500DM002. Confira as especificações completas dos dois modelos.

Configuração da máquina utilizada nos testes

  • Processador: Intel Core i5-3450;
  • Placa-mãe: ASUS P8B75-M LE;
  • Memória RAM: 8 GB;
  • Placa de Vídeo: MSI GeForce GTX 670;
  • Sistema operacional: Windows 8 Professional.

Para a execução dos testes, instalamos o sistema operacional de forma independente em cada uma das unidades de armazenamento. Depois disso, realizamos alguns benchmarks com softwares específicos para esse propósito.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Atto Disk Benchmark

O Atto Benchmark realiza uma serie de testes com a transferência e a movimentação de diversos arquivos de tamanhos diferentes. Dessa forma, é possível determinar com exatidão as taxas de transferência do disco.

AmpliarSSD e HD, respectivamente. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Colocando os dois modelos lado a lado, é possível perceber como o SSD possui um padrão muito mais uniforme de transferência de dados. Isso acontece porque o equipamento não precisa movimentar a cabeça de leitura fisicamente em busca dos dados.

HD Tune

O HD Tune é um aplicativo bastante conceituado para se testar unidades de armazenamento. O foco do nosso teste aqui é mostrar a velocidade de leitura e escrita de dados sequenciais.

Em MB/s. quanto mais, melhor.

EM MB por segundo. Quanto mais, melhor.

Novamente, é possível perceber uma experiência muito mais suave na hora de movimentar os dados com o SSD. Esse tipo de resultado se reflete na suavidade com que você executa os aplicativos no seu sistema operacional.

CrystalDiskMark

O CrystakDiskMark testa a capacidade de gravação e leitura de modo sequencial e randômico, trabalhando com blocos de arquivos de tamanhos diferentes. Como os aplicativos armazenam os arquivos nos primeiros espaços livres que encontram no disco, o acesso randômico é o que mais pode prejudicar o desempenho em um computador.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

 

A principal diferença de arquitetura entre os discos fica gritante quando comparamos a taxa de transferência de arquivos randômica. Como o SSD não precisa “procurar” os blocos de dados antes de acessá-los, tudo fica muito mais rápido.

BootRacer

Quanto tempo o seu computador leva para ligar, desde que você aperta o botão até o momento em que a máquina está pronta para ser utilizada? Para calcular, nós utilizamos o BootRacer, um aplicativo que mede o tempo de inicialização do Windows.

Em segundos. Quanto menos, melhor.

A diferença que um SSD pode fazer na hora do boot é impressionante. A máquina liga cerca de três vezes mais rápido do que com um HD normal. E isso sem realizar nenhum ajuste especial no computador.

Anvil Storage Utilities

O Anvil Storage Utilities realiza muitos testes diferentes, desde a velocidade de escrita e leitura até o tempo necessário para se realizar cada uma dessas tarefas. O foco desse teste é trabalhar com arquivos comprimidos, o que pode gerar mais esforço para o disco no momento de transferir os dados.

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Cópia de arquivos

O último teste é uma simples cópia de arquivo no melhor estilo “copiar e colar”. Escolhemos um arquivo comprimido com 2,6 GB e cronometramos o tempo total que cada um dos discos levou para concluir o processo.

Em segundos. Quanto menos, melhor.

Vale a pena ter uma unidade SSD no computador?

Se você preza por velocidade, vale a pena, e muito. Porém, essa vantagem poderá acarretar em um custo muito mais alto por gigabyte.

O que muitos fabricantes de notebooks têm feito é instalar um SSD com menor capacidade em paralelo com um HD comum; isso já é suficiente para garantir um sistema operacional muito mais rápido, mas mantendo um custo equilibrado. Quem quer apenas acelerar o sistema, mas não pretende gastar muito, pode optar por esta alternativa.

No geral, o tempo de resposta do sistema aumenta consideravelmente quando colocamos uma unidade SSD, principalmente se o uso da máquina envolve a manipulação de muitos aplicativos ao mesmo tempo.

Já para quem usa o computador primariamente para jogar, a diferença de um SSD para um HD tradicional deve ser menos perceptível: apesar do fato de que os jogos vão abrir muito mais rápido que antes e o carregamento de novas fases e níveis deve ser quase instantâneo, fora isso não há diferença.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Outra desvantagem de um SSD em uma máquina para jogos é a capacidade dos discos. Como a média de tamanho dos títulos atuais está na casa dos 15 GB, o espaço pode acabar rapidamente.

Portanto, somente você pode julgar se vale a pena ou não investir em um SSD, pois isso depende completamente da finalidade do computador. Se o principal uso da máquina é a multitarefa e a manipulação de muitos arquivos, o ganho de velocidade proporcionado por um equipamento como o Kingston V300 certamente será um diferencial importante e poderá aumentar a sua produtividade.

Caso o seu negócio sejam os games, talvez priorizar o espaço e investir em um modelo tradicional e com mais capacidade seja mais indicado, pelo menos por enquanto.

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