(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Reuters. Por Sinead Carew e Poornima Gupta - O iPhone 4S não foi exatamente o melhor momento da Apple. Mas, provavelmente, o smartphone continuará a superar a concorrência na temporada de festas deste ano.

E as pessoas que desejam celebrar o legado de Steve Jobs, o lendário co-fundador da empresa que morreu na quarta-feira, podem fazê-lo adquirindo o último iPhone a ser lançado enquanto ele ainda era vivo. O mais recente celular inteligente da Apple chegou com baixo impacto na terça-feira, incomodando os fãs que aguardavam um novo design revolucionário após uma espera superior a 15 meses.

Mas analistas de Wall Street continuam prevendo que as melhorias no software --e alguns dos novos recursos-- do novo aparelho permitirão que a Apple mantenha a liderança diante do crescente número de concorrentes.

Na quarta-feira, com a morte de Jobs, os fãs imediatamente deixaram de se queixar da Apple na Internet e passaram a celebrar a vida e o trabalho do ex-presidente-executivo da empresa.

A Apple passou a ocupar os holofotes um dia antes da data oficial para o início das encomendas do novo aparelho, em 7 de outubro, e poucas semanas antes da sua mais importante temporada de festas nos últimos anos.

As circunstâncias podem resultar em aumento de vendas, mas é difícil prever a dimensão desse ganho. "O tráfego nas lojas crescerá, e haverá compras por motivos sentimentais," disse Bill Choi, analista da Janney Montgomery.

Mas esse avanço nas vendas pode ser comparado às vendas de música que surgem quando da morte de um superastro do entretenimento, a exemplo de Michael Jackson, acrescentou. Para Bill Kreher, da Edward Jones, a posição de Jobs na cultura pop resultará em alta das vendas. "Mas, em longo prazo, o sucesso dos produtos dependerá de seus méritos", disse ele.

O iPhone, visto como referência no mercado, é o produto com maior margem de lucro da empresa e responde por 40 por cento de sua receita anual. Também é o celular inteligente mais vendido no mundo, com pequena vantagem ante o Galaxy, da Samsung, com 18,4 contra 17,8 por cento do mercado.

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