Não são poucos os textos que publicamos sobre a nova geração de video games. Em diversas notícias, trazemos informações, a maioria tratando de rumores, sobre as especificações dos novos consoles.

Em alguns artigos e colunas, abordamos o assunto de maneira fictícia, mas, algumas vezes, de forma realista. Todavia, nosso conteúdo é sempre baseado no que as empresas realmente podem fazer. Hoje, no entanto, vamos falar sobre como os video games devem atender as nossas necessidades, afinal nós somos os jogadores, temos direito de opinar.

PlayStation 4 e Xbox 720

Gráficos lindos

Podemos nos enganar o quanto quisermos, mas não adianta negar que gráficos fazem toda a diferença. Ainda que a diversão seja o foco, damos muita importância ao aspecto visual. Assim, o mínimo que podemos esperar para a próxima geração é um salto significativo nos níveis de detalhes. PlayStation 4 e Xbox 720 terão que fazer bonito para nos impressionar.

E como fazer isso? Bom, tanto a Sony quanto a Microsoft deverão investir muito e escolher sabiamente um processador gráfico de alta qualidade. Não vem ao caso pensar em modelos da NVIDIA ou AMD, mas queremos conjuntos que sejam capazes de trabalhar perfeitamente com anisotropic, anti-aliasing, physx, tesselation e outros recursos.

Não só isso. Para agradar de verdade, os novos consoles precisarão de capacidade para trabalhar sempre com resolução Full HD e tecnologia 3D. O hardware deverá suportar qualquer game rodando a 60 frames por segundo. Devemos lembrar que os novos chips devem ser capazes de lidar com motores gráficos mais avançados — como a Unreal Engine 4.

Retrocompatibilidade

Do ponto de vista dos jogadores, a Sony cometeu diversos erros na trajetória do PlayStation 3. Logo no lançamento, a companhia lançou diferentes modelos do console, cada qual com chips, capacidades e especificações diferentes. Alguns traziam retrocompatibiliade, outros ofereciam mais espaço para armazenamento.

Do ponto de vista empresarial, a Sony tomou ações que beneficiavam o lucro e a longevidade do console. Entretanto, para os jogadores foi sofrido ter que aguardar tantos anos para ver alguns poucos títulos de PSOne e PS2 aparecendo na PlayStation Store — sendo que muitos nem estão entre os melhores jogos.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Assim, o mínimo que podemos esperar é a capacidade de retrocompatibilidade com os jogos de PlayStation 3, afinal seria muito sacanagem vender os atuais games novamente por preços absurdos apenas porque pode haver o suporte para resolução Full HD.

Do outro lado da moeda, temos o video game da Microsoft. Felizmente, o Xbox 360 não cometeu o mesmo erro. Apesar de alguns jogos não funcionarem, os títulos mais importantes do catálogo do Xbox rodam perfeitamente. Resta a dúvida se a Microsoft vai manter essa funcionalidade no novo console.

Software evoluído

A presença de sistemas operacionais evoluídos também viria a calhar. Uma mudança na interface seria de suma importância, principalmente para o console da Sony. Todavia, não é só o visual que precisa de alterações, mas as funcionalidades também precisam ser melhoradas. Coisas mínimas, como a melhoria nos tempos de carregamento, seriam agradáveis.

Entre tantos recursos, os novos consoles podem trazer mais facilidade para interação com as redes sociais, compatibilidade com múltiplos codecs de áudio e vídeo, conexão simplificada com outros dispositivos, menus personalizáveis e navegadores de qualidade.

Aliás, quem reclama do Internet Explorer é porque nunca usou o navegador do PlayStation 3. Talvez, com os novos video games, as companhias ofereçam liberdade de escolha. Poder instalar o Chrome ou o Firefox já seria mais do que suficiente para ficar contente.

Falando em sistema, talvez seria importante repensar na possibilidade de instalação de outros softwares. Como era bom aquele tempo em que o PS3 suportava edições do Linux em partições separadas! Tudo isso seria muito bom, mas é difícil acreditar que Microsoft ou Sony atendam a esses pedidos.

Jogos digitais, usados e DLCs

Entre tantos recursos, um que pode ser fundamental e decisivo para o sucesso dos novos consoles é o investimento em produtos digitais. Este, por sinal, é um detalhe que já vem ganhando atenção das empresas. Há muitos games recentes que já estão disponíveis para compra nas lojas virtuais, portanto isso deve continuar nos novos video games.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Falando em jogos, seria bom entrar na nova geração sabendo que as DLCs serão gratuitas. Já passou da hora de as desenvolvedoras perceberem que os conteúdos adicionais devem ser prêmios para os jogadores e maneiras de puxar novos interessados, não de assustar os gamers com altos preços e decepcionar com adicionais nada interessantes.

Outro detalhe que vem preocupando os jogadores diz respeito ao funcionamento dos jogos usados. Caso os boatos sejam verdadeiros, as companhias vão arranjar muitas brigas e decepcionar todos os consumidores. É importante também que os novos video games abandonem esse esquema de passe online para facilitar a diversão.

Wii U

A Nintendo também vai precisar investir em todos os pontos que citamos acima, mas resolvemos separar alguns detalhes sobre o Wii U, afinal ele está quase aí. Será que o novo console da “Big N” guarda algumas surpresas entre as tantas incertezas?

Controles novos e gráficos melhorados

Não temos como afirmar que a aposta em um tablet foi uma boa ideia, mas, pelo menos, é uma inovação válida que deve dar vigor ao Wii U. Contudo, para os gamers, a Big N fez uma grande jogada ao lançar um controle casual para seu novo video game.

(Fonte da imagem: Divulgação/Nintendo)

O Wii já tinha um controle clássico de qualidade, mas ele precisava se conectar ao Wii Remote para funcionar. Agora, o novo Wii U Pro Controller será independente e deve seguir uma pegada semelhante à do joystick do Xbox 360. Felizmente, parece que a Big N também pensou na bateria e não vai deixar os jogadores dependentes das velhas pilhas.

Falando em incertezas, temos dúvidas quanto à capacidade de processamento do Wii U. Como já dissemos, para os jogadores os gráficos são importantes, tanto é que a Nintendo resolveu dar uma turbinada no console e abandonar a precariedade do Wii. Entretanto, somente com o lançamento do console é que teremos certeza se ele é capaz de suportar os filtros e a alta definição.

Um novo posicionamento

Não é de hoje que esperamos uma mudança de comportamento da Nintendo. Ela demorou a investir em recursos semelhantes aos que são utilizados pelas concorrentes. Não foi uma estratégia ruim, mas, em alguns pontos, a Big N poderia ter tomado outras atitudes.

Falamos aqui do pequeno empenho em fazer uma loja online de qualidade. Todas as semanas, nós, do Baixaki Jogos, publicamos as melhores ofertas para cada console. O Wii é um que sempre recebe pouca atenção, justamente porque a Nintendo não faz a mínima questão de investir nesse quesito.

(Fonte da imagem: Divulgação/Nintendo)

Poucos jogos, raridade de promoções e um sistema muito simples foram problemas graves para o Wii. Agora, a Nintendo promete correr atrás. Esperamos no mínimo planos especiais, qualidade nas conexões e, se ela quiser mesmo chegar ao nível da Sony, um sistema do tipo Crossbuy.

Um mundo utópico

Em teoria, todos os detalhes que abordamos neste artigo seriam interessantes para a nova geração de consoles. Claro, existem inúmeros outros recursos que poderiam fazer os futuros video games serem ainda melhores. Jogos com qualidade idêntica são um dos pontos importantes que não citamos, mas que certamente fariam os jogadores mais felizes.

A realidade? Bom, é provável que cada companhia siga com inúmeras falhas, ignore os desejos dos jogadores e mantenha o foco nos lucros. Infelizmente, não teremos consoles perfeitos tão logo e provavelmente teremos que aturar os mesmos jogos por muito tempo. Para as fabricantes, a ideia principal é criar diferentes públicos e mantê-los fiéis. Triste realidade.

Via BJ

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