Ainda que a nação já estivesse se abrindo lentamente ao restante do mundo durante o governo provisório de Raúl Castro, parece ter sido apenas após a morte de seu irmão, Fidel Castro, que Cuba finalmente deu início a um novo período de evolução tecnológica. Pouco tempo depois do falecimento de seu antigo líder, no dia 25 de novembro deste ano, o país revelou estar preparado para inaugurar a sua primeira fábrica de computadores.

Com a progressiva suavização do bloqueio comercial imposto por décadas à Cuba por parte dos Estados Unidos, a economia cubana indica que tem tudo para engrenar novamente ao conseguir abraçar outras fatias da indústria, indo além da exportação de níquel, açúcar e tabaco. A ideia, segundo o comunicado oficial do governo local, é que o projeto promova a tecnologia e uma nova era de alfabetização digital.

Será que esses produtos vão ficar em Cuba ou serão vendidos para fora?

Claro que a fabricação de dispositivos vai ocorrer de forma bastante humilde nesse primeiro momento, com a expectativa de uma produção anual de 120 mil peças ao longo dos próximos anos. Inicialmente, a fábrica cubana vai fazer a montagem de laptops com processadores da Intel – com opções como Celeron, Core i3 e Core i5 – e de tablets com telas de 8 a 10 polegadas.

Por trás dessa primeira fábrica há uma gigante chinesa do ramo de eletrônicos

Ah, não pense que o país desenvolveu essa capacidade de produção do nada, já que por trás dessa primeira fábrica há uma gigante chinesa do ramo de eletrônicos, a Haier. A companhia está cuidando de boa parte do suprimento de componentes, assim como da implementação da tecnologia necessária para o empreendimento e do treinamento da mão de obra. Com isso, não fica difícil imaginar que a empresa vai usar essa oportunidade – e a localidade privilegiada – para oferecer produtos à quase toda a América a custos bem baixos.

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