No final de agosto, a Bloomberg noticiou que a Google e a Mastercard estariam trazendo a experiência do uso de cookies em sites para vender propaganda ao mundo real. Ou seja: se você visitar lojas de sapatos em um shopping, por exemplo, você verá propagandas relacionadas na internet.

Segundo o Bloomberg, a Mastercard entregaria ao Google as informações de compras realizadas por seus clientes e, então, propagandas online relacionadas seriam enviadas ao consumidor. Caso uma nova compra ocorra na loja que realizou a propaganda pelo mesmo consumidor, a Google vai alertar a loja sobre a efetividade do anúncio online. Para o acordo ser realizado, a Google ainda teria pago milhões à Mastercard.

Agora, as empresas relacionadas negaram o acordo sobre o caso. Ainda, comentaram que uma ferramenta chamada “Store Sales Measurement”, citada pelo veículo, não tem essa finalidade

Para o mercado brasileiro, de acordo com o Propmark, a Google comentou que possui uma nova tecnologia de criptografia que não permite que a empresa e parceiros veham as informações de identificação de usuários. “Não temos acesso a nenhum dado pessoal de nossos parceiros de cartões de débito e crédito, e também não compartilhamos informações pessoais com nossos parceiros”, disse a Google. A Mastercard complementou: “Nenhuma transação individual ou dados pessoais são fornecidos. Isso atende às expectativas de privacidade dos consumidores e comerciantes em todo o mundo. Ao processar uma transação, vemos o nome do varejista e o valor total da compra do consumidor, mas não temos acesso aos itens específicos que foram adquiridos”.

Sobre a troca de informações, a Mastercard disse que fornece aos comerciantes e seus provedores de serviços apenas as tendências baseadas em dados consolidados e anônimos, como o ticket médio e os volumes de vendas dos comerciantes. “Não damos insights que rastreiem ou avaliem a eficácia do anúncio em relação a consumidores individuais”, finaliza.

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