Não há como negar que o trabalho de um lixeiro é, no mínimo, bastante ingrato. Entretanto, se depender da Volvo, ele pode ficar bem mais agradável: a empresa está trabalhando em uma maneira de adicionar robôs aos caminhões de lixo, que ajudam na retirada do conteúdo presente nos latões enquanto um motorista humano apenas supervisiona o processo.

O projeto, que vem com o nome de ROAR (sigla para “Robot-based Autonomous Refuse handling” ou “Manejamento de Refugo Robótico Autônomo”, em português), é um esforço conjunto entre a Volvo e a companhia de reciclagem Renova. Junto delas também estão três universidades que fazem parte do programa de parceiros acadêmicos da fabricante de carros.

Pouco foi dito sobre o funcionamento em si do projeto (o que não é surpresa, considerando que ele está apenas em seus primeiros passos), ainda que a própria Volvo tenha descrito, de maneira breve, o conceito para sua novidade em seu anúncio oficial:

“Imagine um robô que quieta e discretamente entra em sua vizinhança, coleta seu lixo orgânico e o despeja no caminhão de lixo. Isso é feito sem acordar as famílias dormindo e sem levantamento de peso para o motorista do caminhão. Este é o propósito do ROAR, um projeto conjunto com o objetivo de desenvolver as soluções de transporte inteligentes do amanhã.”

É interessante notar que, lá fora, caminhões de lixo com um nível considerável de automatização já existem, fazendo a retirada dos latões com um conjunto de braços pneumáticos, por exemplo. Mas a ideia do ROAR é, sem dúvida, muito mais ambiciosa, não apenas por envolver o controle de autômatos como também por buscar desenvolver um processo extremamente silencioso (boa sorte para fazer um caminhão menos barulhento).

A tecnologia mostrada acima já é bastante comum em vários locais do mundo

Para tornar essa ideia realidade, a Volvo, como dito anteriormente, terá a ajuda de três universidades, cada uma responsável por uma parte do projeto. A Universidade Mälardalens será responsável pelo projeto do próprio robô, enquanto os estudantes da Universidade Chalmers vão trabalhar no sistema operacional. O Instituto de Transportes da Pensilvânia, por fim, deve criar os controles e a comunicação entre robô e veículo.

Futuro automatizado

Vale notar também que a empresa usa o ROAR apenas como um exemplo para o uso de máquinas inteligentes, no futuro, e como isso pode nos ajudar. A ideia, com isso, é eventualmente usar essa mesma tecnologia em várias outras áreas.

Por fim, só porque a Volvo se refere ao projeto como parte do “futuro” não quer dizer que só veremos esses robôs nos ajudando dentro de 10 ou 20 anos: a Renova deve colocar o primeiro protótipo do projeto em teste até junho de 2016, no mais tardar.

E quando essa tecnologia será lançada oficialmente? Infelizmente, não há qualquer previsão até o momento, mas é provável que ela passe um bom tempo em testes, até para evitar casos como este:

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