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Fonte: Glamoriser/Divulgação

Primeira prancha de cabelo Bluetooth do mundo pode ser facilmente hackeada

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A empresa britânica Glamoriser lançou no ano passado um alisador de cabelo que vem sendo vendido como o primeiro no mundo com conexão Bluetooth. No entanto, pesquisadores da Pen Test Partners, que analisam a segurança de produtos eletrônicos no Reino Unido, descobriram que ele pode ser facilmente hackeado.

E não se trata de alguém invadir sua chapinha Bluetooth para trocar a música que você está ouvindo enquanto se embeleza — até porque, na verdade, o aparelho não toca música. A conexão é usada apenas para regular a temperatura, configurar estilos de alisamento e determinar o horário de desligamento automático do produto.

(Fonte: Glamoriser/Divulgação)

Presa fácil

Para fazer o teste, Stuart Kennedy, um dos sócios da Pen Test Partners, utilizou um sistema de hackeamento do Bluetooth, mas adiantou que não é preciso tanto trabalho para invadir o sistema da prancha de cabelo. "Embora a engenharia reversa das comunicações via Bluetooth seja um desafio interessante, não é realmente necessária. Como não há emparelhamento ou vínculo estabelecido ao conectar um telefone, qualquer pessoa ao alcance do aplicativo pode assumir o controle dos alisadores", disse.

"[Esses dispositivos] não suportam mais de uma conexão telefônica simultânea, então estão expostos. Além disso, se o usuário sair da faixa de alcance, o hacker pode acessar [o aparelho] e aumentar a temperatura", finalizou Kennedy em um post no blog da companhia.

Um prato cheio para as meninas que se inspiram nas maldades da Regina George, personagem de Rachel McAdams em Meninas Malvadas, a chapinha permite que alguém acesse remotamente o dispositivo e envie comandos maliciosos via Bluetooth. Imagine, por exemplo, que você está arrumando o cabelo e alguém aumenta a temperatura de 50 °C para 235 °C. O estrago seria grande.

Memes podem se tornar realidade. (Fonte: YouTube/Reprodução)

Outra alteração possível seria aumentar ou reduzir o período em que o dispositivo fica ligado, o que poderia gerar algumas pegadinhas, mas também causar acidentes sérios, como queimaduras e até incêndios. Para quem acha improvável que um objeto tão simples possa ocasionar algo tão grave, os testadores da Pen Test adiantam que, só no Reino Unido, os bombeiros já contabilizaram mais de 650 mil ocorrências relacionadas com esse tipo de dispositivo.

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