Por muito tempo, a Microsoft foi vista como a grande vilã dos defensores de programas de código aberto. Na grande guerra entre Windows e Linux, por exemplo, os “guerreiros do pinguim” sempre viram a empresa de Bill Gates como o inimigo a ser combatido. No entanto, pode ser que o grande adversário do open source esteja disposto a aprender uma coisa ou outra com o "povo livre".

Em uma entrevista cedida ao site americano Wired, o ex-estrategista de código aberto da Microsoft, Sam Ramji, afirmou que o próprio Bill Gates já se deu conta de que a companhia precisa se atualizar e que é necessário incorporar programas livres em seus projetos. Segundo ele, Gates afirmou que há vantagens competitivas no open source e que, se muitos concorrentes estão usando, isso é um sinal de que eles também devem seguir por esse caminho.

Além disso, outro responsável pela análise do formato na Microsoft, Bill Hilf, acredita que essa é uma nova forma de ganhar dinheiro. Ele afirma que as empresas estão optando por usar plataformas mais maleáveis, como o Azure. Segundo ele, o sistema nas nuvens da companhia permitiu a monetização tanto da própria computação quanto do armazenamento e transferência de dados.

Boa parte dessa mudança de posicionamento é responsabilidade do próprio Hilf, que foi contratado pela Microsoft exatamente por conta de sua experiência em sistemas Linux. Para ele, sua principal função era ensinar aos demais funcionários e até mesmo aos executivos as vantagens de usar um código aberto, explicando como ela funciona, se transforma e como é possível viabilizar isso em uma grande corporação.

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