Modelos como estes teriam sido usados pelos fraudadores. (Fonte da imagem: Reprodução/Krebs on Security)

Elas ainda nem foram popularizadas, mas as impressoras 3D, assim como qualquer outra tecnologia criada pelo homem, também podem ser usadas para o mal – e não só na forma de armas de fogo. O mais novo crime descoberto em Sydney, na Austrália, conta com um dispositivo moderno fabricado por esses aparelhos.

De acordo com o departamento de polícia do local, uma gangue da Romênia é suspeita de ter roubado mais de R$ 200 mil de milhares de clientes de 15 caixas automáticos (ou ATM, na sigla original). O crime, chamado de skimming, consiste em fazer com que você insira o cartão de crédito em uma abertura que parece a original do banco – mas que é, na verdade, um dispositivo instalado por cima e que copia seus dados bancários durante a transação.

Em busca do crime perfeito

Normalmente, esses dispositivos são bem diferentes da estrutura original, sendo facilmente reconhecidos e retirados. É aí que entram as impressoras 3D: a partir de imagens em 2D, como fotografias, é possível criar modelos de três dimensões que, quando impressos, se tornam réplicas idênticas do dispositivo, sem que você ache que algo está errado quando insere o cartão.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

Aí é só colocar os componentes eletrônicos que efetuam a fraude (uma cópia do cartão para uma unidade em branco), realizar um acabamento para deixá-lo com a mesma cor do caixa automático e realizar a instalação.

Segundo a polícia, dois tipos de dispositivos de skimming impressos em 3D foram identificados – mas só depois de muito trabalho, já que a semelhança é incrível e não há indícios de invasão, como fios pendurados, por exemplo. Um dos aparelhos teria até uma câmera de vídeo para registrar a senha durante a operação, facilitando o trabalho dos bandidos. Até o momento, apenas um suspeito foi preso.

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