(Fonte da imagem: Reprodução/Hurriyet Daily News)

Conforme noticiamos ontem, devido a denúncias da população realizada no Twitter, o Primeiro Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, ordenou que o microblog fosse derrubado em todo o território do país.

Para continuarem conectados à rede social, os internautas turcos estavam usando o DNS do Google (8.8.8.8 e 8.8.4.4) para configurar suas conexões e poder navegar normalmente. A divulgação desses dados foi feita até mesmo por pichações nas paredes de prédios em Istambul, a maior cidade da nação.

Porém, a técnica alternativa não durou muito. O governo local já tomou suas precauções e vetou também o uso do DNS da Gigante das buscas dentro dos seus domínios territoriais. Em pronunciamento, o governante foi ainda mais agressivo e prometeu “erradicar” o site de relacionamento a partir de uma ordem judicial.

"Não me importo com o que a comunidade internacional diz, todos vão testemunhar o poder da República Turca", ameaçou Erdoğan em um de seus comícios realizados recentemente na busca por votos, que se intensificou com a proximidade das eleições que acontecem no próximo dia 30.

Por sua vez, o Twitter alega estar analisando a remoção dos conteúdos suspostamente difamatórios sobre o atual governo turco veiculados pelo seu microblog — que teria sido o motivo “oficial” da solicitação de bloqueio à rede social. Em contrapartida, a empresa responsável pelo site de relacionamento ressalta — e alimenta ainda mais o impasse — que ainda é possível publicar em seus serviços por meio do recurso de SMS, caso ele já esteja ativado.

Outros países já se posicionaram contra e criticaram o posicionamento de Recep Tayyip Erdoğan. Inclusive, a Casa Branca divulgou um comunicado oficial informando que apoia a vontade da população turca em acessar toda e qualquer tecnologia bloqueada. Além do maior símbolo do governo dos EUA, o Departamento de Estado estadunidense encaminhou uma solicitação para que a Turquia "desbloqueie acesso de seus cidadãos ao Twitter e garanta acesso livre a todas as plataformas de mídia social".

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