(Fonte da imagem: Reprodução/Ars Technica)

Anunciada em abril de 2013, a transição do Google Chrome para a engine Blink deve resultar em um navegador mais leve, rápido e com capacidades aprimoradas de trabalhar com conteúdos offline. Em um texto publicado recentemente pelo engenheiro de software Eric Seidel no Google Groups, ele justificou o foco da companhia no mercado mobile e explicou os objetivos em longo prazo da iniciativa.

Segundo Seidel, o foco em dispositivos portáteis se deve ao fato de as plataformas nas quais navegadores são construídos terem dificuldade em operar em dispositivos com desempenho limitado. “A Google considera animações e a rolagem suave, a capacidade de resposta e o tempo de carregamento como fatores-chave em aparelhos mobile, e a companhia quer aprimorar esses quesitos ao mesmo tempo em que reduz o uso de memória e o consumo de energia”, explicou o engenheiro.

Além disso, a companhia pretende “borrar as linhas” entre aplicações baseadas na internet e aplicativos instalados localmente. Para isso, a empresa trabalha em melhorias para o cache de programas que rodam offline, em softwares que suportem notificações push e em apps que suportem características específicas de um hardware, como a capacidade de mudar a orientação de tela.

“Faxina” no código do navegador

Seidel afirma que a adoção do Blink também permite se afastar de linhas de código do WebKit que simplesmente não estavam sendo utilizadas, o que permite fazer uma espécie de “limpeza” no navegador — processo que deve continuar em 2014. O objetivo é remover características indesejadas e permitir realizar mudanças em pontos específicos sem que isso quebre outras partes do programa.

A companhia também promete dar um maior suporte a desenvolvedores através de ferramentas que permitam analisar o desempenho de recursos em plataformas mobile. Com isso, a Google pretende reduzir a quantidade de tempo necessário para que uma nova característica passe a ser utilizada ativamente após seu lançamento.

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