Se você acompanha diariamente o Tecmundo, deve ter notado que trabalhamos mais com produtos voltados ao público geral. Hoje, no entanto, vamos falar de um gabinete especial para técnicos e entusiastas.

Criado pela DimasTech, empresa italiana com longa experiência em produtos de refrigeração, o Mini V1 é um gabinete um tanto quanto inusitado. Este gabinete não tem tampas laterais, tampouco o formato-padrão adotado para os consumidores comuns.

A principal ideia do produto é facilitar a troca de componentes, porém ele também é um item muito interessante para quem busca montar uma máquina com visual impressionante. Este artigo não é uma análise, mas vamos procurar mostrar alguns prós e contras deste produto para você que tem interesse em produtos especiais para testes.

Um gabinete para poucos

Ao olhar pela primeira vez para o Mini V1, fica claro que ele tem muito pouco em comum com outros gabinetes. A lateral com muitos furos e repleta de grandes buracos deixa o consumidor se questionando sobre a posição de cada componente.

(Fonte da imagem: Divulgação/DimasTech)

Para quem conhece o conceito parece fácil entender o produto, mas o visual diferente não é muito intuitivo para quem deseja montar uma máquina em poucas etapas. Claro que a pessoa que compra este gabinete está ciente de que a placa-mãe e os componentes de hardware não são instalados no interior do gabinete.

Aqui, a ideia é deixar as peças na parte de fora, construindo um conjunto muito bonito e diferente. Claro, além do look diferenciado, esse gabinete da DimasTech facilita a troca de componentes e ajuda na refrigeração das peças.

O Mini V1 é um gabinete preparado para a utilização na horizontal, ou seja, deitado sobre uma superfície. Na parte de cima do gabinete, você pode instalar o processador, a placa de vídeo, o painel traseiro e todos os outros elementos que são diretamente acoplados à placa-mãe.

O produto vem com os furos preparados para que você não tenha trabalho na hora de parafusar os componentes. A maioria dos pequenos componentes pode ser instalada sem a utilização de chaves especiais.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Há também um espaço reservado para a CPU, assim você não precisa ficar adaptando o chassi do gabinete. Abaixo da chapa superior, há um local rese,rvado para instalar a fonte de alimentação, o disco rígido e outros drives — no caso de um dispositivo SSD a DimasTech oferece um adaptador especial.

Unboxing e montagem

Na caixa do produto, encontramos o gabinete, uma chapa de metal para dar suporte às placas adicionais, um conjunto com diversos tipos de parafusos, uma haste para a instalação de um cooler adicional e alguns componentes para adição dos drives internos.

Por questões ambientais, a DimasTech excluiu o manual físico do aparelho. Há uma versão online do documento com as instruções, mas, para complicar a vida, os detalhes estão em italiano. Dessa forma, o processo de montagem precisa ser realizado com o auxílio das imagens.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mesmo não sendo um gabinete do tipo Tool-Free, não é muito difícil instalar os componentes de hardware no Mini V1. Basicamente, nosso processo de montagem foi o seguinte:

  1. Primeiro, instalamos os pinos que servirão de base para a placa-mãe;  
  2. Depois instalamos a placa-mãe, utilizando os parafusos apropriados para a base metálica do gabinete;
  3. Continuamos nossa montagem com a inserção dos drives;
  4. Agora, adicionamos a fonte de alimentação e conectamos os cabos de energia;
  5. Em seguida, instalamos a placa de vídeo e ajustamos o suporte traseiro para que o componente fique devidamente fixado;
  6. Depois de inserir todos os componentes de hardware, vale instalar um cooler adicional. Por fim, basta ligar os periféricos e utilizar o computador.

Pois é, a instalação não é muito difícil, mas alguns gabinetes Tool-Free parecem trazer mais facilidades para quem troca peças constantemente. De qualquer forma, o resultado fica muito bom quando você tem uma placa de vídeo imponente e alguns componentes chamativos.

Possíveis problemas

O DimasTech Mini V1 não é um produto muito barato (custa R$ 439,90 no site INFONEW) e sua proposta não é muito conveniente para todos. Apesar de facilitar a troca dos componentes e, de certa forma, ajudar na refrigeração das peças, esse gabinete é recomendado apenas para algumas poucas pessoas.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Primeiro, existem alguns problemas quanto à disposição dos componentes. Devido ao posicionamento da fonte, pode ser complicado conectar os cabos de energia. Fontes com cabos mais curtos podem não ser ideais para esse gabinete.

É preciso ter em mente que, por deixar as peças expostas, as chances de acontecer acidentes são grandes, portanto, se você tem crianças, gatos ou cachorros em casa, deverá redobrar o cuidado para evitar possíveis danos. Além disso, é preciso ficar atento para não derrubar líquidos ou alimentos nos componentes.

Visual não tão irado...

Apesar de ser bem diferente da maioria dos gabinetes comuns, o Mini V1 não é tão bonito quanto parece. Ainda que as peças expostas deixem o visual bem interessante, acreditamos que modelos com janelas de acrílico e luzes neon possam fazer mais a cabeça dos gamers.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O produto da DimasTech deve ser mais útil pra quem faz overclock e precisa aplicar nitrogênio líquido constantemente no processador — claro, isso sem contar o público-alvo, que são justamente consumidores que costumam testar novos componentes com certa frequência.

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