Se você leu o título deste texto, deve estar imaginando que o Tecmundo ficou louco, afinal de contas o mundo não acabou nenhuma vez. Mas o que nós vamos mostrar hoje não tem a ver com o fim do mundo efetivamente, mas sim com as diversas profecias que foram reveladas durante todos os milênios em que o mundo já esteve — e também naqueles em que o mundo não esteve.

E para o texto de hoje, quem escreveu não foram os redatores do Tecmundo, mas sim João Patrício, o astrólogo das estrelas — os dois tipos de estrelas, as do céu e as da televisão. Para quem não sabe, ele é sobrinho-neto-bisneto-irmão-avô do quarto filho do segundo casamento de Asteramus, o vizinho de Nostradamus. Vamos agora à análise dele, que manja tudo de fim do mundo.

Nostradamus estava errado

O nome de Nostradamus é ligado a muitas profecias, e várias delas até que faziam bastante sentido. Ele previu que o Brasil perderia a Copa de 2010, mas com aquele time até um profeta de araque conseguiria adivinhar os resultados. Ele também avisou a todos que o leite não poderia ficar muito tempo fora da geladeira e disse que Han Solo atirou primeiro.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Nisso tudo ele tinha razão. Mas quanto ao fim do mundo a história é bem diferente. Nostradamus disse: “O céu ruirá em 2012, quando os peixes voarão e os pássaros cairão dos penhascos!” Mas o que todos esquecem é que ele fez essa profecia em um final de ano, quando estava refazendo os cálculos de seu imposto de renda para o governo francês.

Ok, João Patrício, mas qual é a lógica disso? É muito simples, caro leitor. Nostradamus era de Sagitário — ele nasceu ou no dia 14/12 ou no dia 21/12, ninguém tem certeza — e os sagitarianos raramente fazem boas profecias quando estão sob pressão do imposto de renda. Por isso, há grandes chances de ele ter apenas dito alguns impropérios, nada relacionado ao fim do mundo de verdade.

Mudança de milênio

Nós sabemos que devemos contar os séculos e milênios a partir do ano “01” (1001 e 1901, por exemplo). Mesmo assim, sempre que chegamos ao ano “999” de um milênio, percebemos que os humanos começam a se preocupar. Em 999, uma quantidade enorme de pessoas imaginava que o mundo passaria por mudanças catastróficas e o fim do mundo chegou a ser cogitado, mas não aconteceu.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Em 1999 — mil anos após o fato que acabamos de comentar — foi a mesma coisa. Todos tinham certeza de que o “bug do milênio” iria derreter todas as máquinas e a “humanidade viveria seus mais escuros dias e pereceria para a eternidade”. Felizmente, isso não aconteceu também, como todos podem perceber. E será que no ano de 2999 vai acontecer algo similar? É bem possível que sim.

Segundo a famosa profecia que eu vou fazer agora mesmo... “Entre as páginas dois e três, o mundo conhecerá o declínio pelas mãos da máquina. A torradeira jamais fará pães gostosos e o mar de dor afogará todo aquele que ousar sonegar os seus impostos!”. É uma alusão claríssima ao fim do mundo. É uma pena que não estejamos até lá vivos para sabermos a verdade.

Alinhamento dos planetas

As chances de fazer com que todos os planetas do sistema solar fiquem alinhados são muito remotas. Por razões óbvias, quanto maior a quantidade de planetas envolvidos no processo, menos a chance de isso acontecer, e o processo contrário também acontece— será que tirar o título de “Planeta” de Plutão foi uma má ideia?

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Mas o que aconteceria realmente se todos os planetas do sistema solar fossem alinhados? Segundo os relatos que encontramos em uma pintura rupestre datada de cerca de 8 mil anos atrás, quando os planetas se alinham uma grande tragédia pode acontecer. Mas naquela época qualquer coisa poderia ser uma grande tragédia — chutar a quina de um pedregulho, inclusive.

A verdade é que os planetas não vão se alinhar agora e, mesmo quando isso aconteceu no passado, nada de ruim aconteceu. A não ser que você seja de Touro, porque os taurinos realmente têm propensão a tirar notas ruins quando fazem provas em dias em que a Terra está alinhada com planetas vermelhos, verdes ou púrpura — você pode ler mais sobre isso no livro “Hoje é um bom dia para fazer provas, João Patrício?”.

Guerra nuclear

Assim que a Segunda Guerra Mundial teve fim, em 1945, teve início o período conhecido como Guerra Fria. Por décadas, Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas disputaram cada pedacinho do mundo como se estivessem em uma partida de War. Mas como as duas nações sabiam do poder nuclear que a adversária possuía, nunca houve um conflito direto entre elas.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Durante muitos anos, o mundo viveu com medo de um apocalipse nuclear, uma vez que a quantidade de ogivas existentes no planeta poderia destruir a Terra algumas dezenas de vezes. Mas por que é que isso não aconteceu? João Patrício explica: “Os soviéticos e os americanos gostavam muito de se provocar, mas ambos tinham medo do grande inimigo, o que acabava os mantendo longe das explosões”.

Além disso, é bem claro que a numerologia jamais permitiria o fim do mundo naquele momento. Veja as letras : G (7), U (21), E (5), R (18), R (18), A (1), F (6), R (18), I (9), A (1). Somando tudo chegamos ao valor 70 em “Guerra” e 34 em “Fria”. Multiplicando os dois valores chegamos a 2.380. E somente nesse ano uma guerra nuclear poderá destruir o mundo. Entendeu?

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: André Tachibana

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