Como era o celular que seu pai comprou em 2005? Você deve estar pensando que ele era estranho e feio, porque não possuía uma tela muito grande e ainda assim pesava muitos gramas a mais do que o seu smartphone atual. Se você já acha isso agora, imagine se estivesse na presença de um Motorola 1983 Dynatac 8000x — aquilo sim poderia ser chamado de tijolão.

Mas hoje não é dia de olhar para o passado. O que faremos realmente é imaginar como serão os celulares de um futuro próximo: os 40 anos que vêm em seguida, contando a partir de dois anos atrás. E é claro que nossa imaginação não será baseada no que pensam os analistas de mercado norte-americanos, mas sim nas profecias maias. Mentira!

2020: o ano em que os smartphones parecerão tablets

Em 2007, o primeiro iPhone chegou ao mercado com tela de 3,5 polegadas, e somente cinco anos depois ele chegou à marca das 4 polegadas. Isso significa um crescimento médio de 0,1 polegada ao ano. Logo, imaginando que o mesmo vai ser seguido pelos próximos anos, chegaríamos a 2020 com telas de 4,8 polegadas. Agora, vamos à mesma análise em relação ao Samsung Galaxy.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A primeira edição do aparelho possuía tela de 4 polegadas, e o Galaxy S3 lançado neste ano já oferecia 4,8 polegadas. O crescimento médio foi de 0,4 polegadas ao ano, o que nos leva a crer que em 2020 precisaremos de uma mochila para carregar o Galaxy S10 — se bem que, com esse nome, poderia vir uma pick-up de brinde, não é mesmo?

Ainda temos que pensar que há quase 7% de chances de a holografia começar a funcionar efetivamente até 2020. OK, talvez isso não aconteça dessa maneira. Mas é praticamente impossível que as telas não ultrapassem os limites das cinco polegadas, ainda mais quando pensamos que os smartphones devem ficar mais leves e finos nos próximos anos.

2030: Google Glass, nada! Agora é Google Lens

Se hoje se fala muito em Google Glass e outros óculos com funções de realidade aumentada, o futuro será um pouco diferente. Em vez de óculos, lentes de contato com funcionalidades HUD e diversos recursos avançados estarão disponíveis para os consumidores. Você estará andando pelas ruas e, assim que passar na frente de uma mercearia, terá informações completas do que precisa comprar e quanto vai gastar naquela loja — diretamente no seu olho.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

E o mesmo se aplica a diversas outras situações. Por exemplo: se você estiver caminhando tranquilamente pela rua, poderá perceber que todas as garotas estão sendo mostradas com o rosto da sua namorada. Isso não significa que você está perdidamente apaixonado por ela, mas que ela está ligando para você há meia hora e você ainda não atendeu às chamadas.

No início da década de 2030, será necessário utilizar um receptor para o sinal, pois a lente de contato servirá apenas com uma tela para os smartphones. Um gadget que ficará no seu bolso será o grande responsável pelas ligações, mensagens e aplicativos. E o legal é que as primeiras versões do aparelho já serão vendidas com o Android 27.5 Algodão Doce Edition.

2040: Está na hora de implantar!

Por volta de 2037, todos os criadores de smartphones terão esgotado as suas fontes de inspiração. Por isso, um alto executivo de uma empresa que ainda nem foi inventada vai pedir para que a sua filha de 9 meses de idade dê algum sinal do que deve ser feito. Como ela ainda será uma criança muito pequena, ela só vai fazer um “hang-loose” para o pai.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Nesse momento ele perceberá que o segredo para revolucionar o mundo dos telefones portáteis está em não existir um telefone portátil — talvez você não entenda agora, mas vai fazer sentido no futuro. Por isso, em vez de telas e lentes, tudo o que os smartphones terão são implantes nas mãos dos consumidores, fazendo com que eles façam parte do aparelho.

No polegar direito será instalado um alto falante de alta potência e no dedo mínimo da mesma mão será implantado um microfone. Na palma da mão esquerda, um projetor de holografias será o grande truque para permitir que as pessoas conversem por vídeo e também para que os apps (Angry Metal Birds 25, por exemplo) sejam executados.

2050: Será que eu sou a máquina?

Depois de implantes nas mãos, parece que nada mais pode ser inventado. Mas a verdade é que pode sim, pois estamos falando do futuro e nada é impossível no futuro — talvez beber água limpa seja, mas isso não vem ao caso agora. E o que pode ser mais legal do que tudo o que já foi mostrado? Somente um chip cerebral que projeta imagens na sua mente, é claro!

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Os consumidores só precisarão ir até a loja das operadoras e pedir o novo sistema. O próprio vendedor vai aplicar a anestesia na sua testa e em seguida implantar o novo chip. A partir desse momento, você só precisará pensar em qualquer coisa e logo em seguida mentalizar a realização dela pelo seu equipamento.

Não deve demorar mais do que um segundo para que tudo esteja em funcionamento. Para ligar para alguém é só imaginar a pessoa. Para jogar algum game é só desejar que isso aconteça. Pode até parecer complicado no começo, mas não deve demorar mais do que dois anos para que as pessoas comecem a se acostumar com o funcionamento do sistema.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Desenhos: Nick Mancini

Cores: Aline Sentone e André Tachibana

Linha do tempo: Lanna Solci

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