Com o avançar da tecnologia, criar aparelhos eficientes e com baixo consumo de energia se tornou de extrema importância. E de acordo com uma pesquisa feita por engenheiros da Universidade da Califórnia, a solução pode estar em abandonar os componentes que usamos atualmente por chips magnéticos.

Mas no que isso ajudaria para a eficiência de nossos computadores? Em muita coisa, na verdade. Uma vez que chips magnéticos podem operar com o menor nível fundamental de dissipação de energia possível, de acordo com as leis da termodinâmica, eles resultariam em uma redução absurda no consumo de energia desses aparelhos.

O segredo por trás dessa enorme eficiência se deve ao fato de que um bit magnético é diferenciado por sua direção, pedindo o mesmo gasto de energia para fazê-lo apontar para a esquerda ou para a direita. Em compensação, os bits utilizados atualmente pedem a existência de dois estados – um de alta e outro de baixa energia –, o que não só é mais complexo de realizar, como também gera um desperdício de eletricidade.

Economia extrema

Acredite, não estamos exagerando ao falar que a redução é absurda: os cálculos indicam que chips magnéticos consumiriam apenas 1 milionésimo da energia usada em suas contrapartes atuais. É impossível não imaginar o potencial que isso teria em todos os nossos dispositivos, de uma maior duração de bateria ao fim dos problemas com a demanda crescente por eletricidade.

Por mais inovadora e promissora que essa tecnologia se mostre, é importante avisar que ela ainda é uma simples prova de conceito; logo, deve levar mais algum tempo até que a pesquisa esteja completa e possa chegar ao mercado. Mesmo assim, a mensagem deles é clara: “os computadores de hoje estão longe do limite fundamental, e futuras reduções drásticas no consumo de energia são possíveis”, afirmaram.

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