Celulares armazenam uma quantidade considerável de dados pessoais importantes, por isso o roubo ou perda desses dispositivos pode causar problemas dos mais variados níveis. Para garantir uma segurança mais efetiva, o ideal é ativar a criptografia de disco do aparelho. Mas como ter mais proteção em modelos mais simples, que não podem receber esse tipo de solução? Pesquisadores da Google podem ter encontrado a resposta para essa questão. No caso, eles criaram a Adiantum, uma criptografia que deve oferecer segurança rápida e eficiente em smartphones mais econômicos, sem afetar seu desempenho.

Dispositivos móveis Android mais modernos têm a criptografia AES – Advanced Ecryption Standard/Padrão de Criptografia Avançada. Dessa forma, eles recebem um chip especial, com um coprocessador dedicado ou acelerador criptográfico, capaz de executar recursos mais complexos. Já opções de entrada, para não comprometer suas funções necessárias, são equipadas com ARM Cortex-A7, por exemplo, que não tem capacidade de processamento tão profundo. No lugar da AES, a Adiantum depende de uma cifra de fluxo conhecida como ChaCha12, que oferece criptografia otimizada em operações binárias básicas, ou seja, que um chip de baixo custo pode executar rapidamente.

Com essas qualidades, a Adiantum poderá também ser parte importante na proteção de dados de smartwatches e smart TVs. Afinal de contas, esses dispositivos também não possuem suporte para criptografia AES. Nesse sentido, a tecnologia acena para novos caminhos com foco em segurança mais avançada, que estava até então sendo ignorada nesses aparelhos e em celulares de entrada, especialmente.

A Google irá lançar a Adiantum junto com o Android Q, sucessor do Android Pie, nos últimos meses de 2019. Mas vale ressaltar que o mecanismo foi desenvolvido inicialmente para smartphones de custo baixo. Dessa forma, aparelhos mais avançados continuarão a ter a AES como requisito.

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