Parece que a polêmica envolvendo um vazamento na Estação Espacial Internacional (EEI) está tomando novas proporções na Rússia. Foi identificado na semana passada que a perda de pressão na estação era devida a umburaco feito com uma furadeira em um módulo russo Soyuz. A NASA então deixou a investigação nas mãos da agência espacial da Rússia para que fossem identificados problemas na fabricação dessa nave, mas parece que a falta de respostas objetivas começou a alimentar teorias bastante preocupantes.

Vários veículos da mídia russa começaram a publicar artigos que cogitam a possiblidade de um astronauta norte-americano ter sabotado a cápsula para forçar a evacuação de um colega que teria adoecido no fim de agosto.

A teoria diz que a NASA não estaria disposta a pagar os US$ 85 milhões — o custo total de um lançamento da Soyuz — sozinha para evacuar um astronauta. Fora isso, essas cápsulas não podem partir da estação com apenas um passageiro. É necessário que os três lugares estejam sempre ocupados para que haja espaço em outras cápsulas para os demais tripulantes da EEI evacuarem em emergência.

Uma suposta evidência disso seriam as marcas de broca que ficaram em volta do buraco. A teoria dos russos é de que, com a microgravidade e a falta de apoio, uma pessoa poderia ter pouca precisão ao usar uma furadeira no espaço. Isso então alimenta a suspeita de que a nave foi sabotada em órbita e não em terra.

Essas informações estariam sendo vazadas por funcionários da Roscosmos, a agência espacial russa, à imprensa. Contudo, Dmitry Rogozin, chefe da organização, já deu entrevistas explicando que ainda não há resultados conclusivos para a investigação.

A situação é muito mais complexa do que pensamos anteriormente

“Os resultados que nós temos ainda não nos dão uma imagem objetiva do problema. A situação é muito mais complexa do que pensamos anteriormente”, comentou Rogozin.

A fim de evitar participar da polêmica, a NASA, agência especial norte-americana, não comentou oficialmente o caso. Contudo, o responsável pela tripulação dos EUA na EEI, o astronauta Drew Feustel, negou seu envolvimento e também o de seus colegas nessa suposta sabotagem.