Qualquer melhoria nas baterias de lítio que utilizamos hoje em aparelhos portáteis como smartphones, tablets e computadores é muito bem-vinda. Mas será que melhorar o tempo ou o método de carregamento também pode ser uma solução interessante?

Ao que parece, há várias iniciativas que seguem esse viés e se mostram bem promissoras, como o chip da Qnovo, que diminui o tempo de carregamento de um aparelho consideravelmente, e o método da Qualcomm, que quer colocar carregadores sem fio por toda parte. Além disso, pesquisadores de uma universidade londrina estão estudando carregar smartphones e afins com o som do ambiente. Mas será que alguma delas realmente tem futuro?

Mais próximo da realidade

Fora essas três novidades que já citamos, há várias outras iniciativas interessantes, mas vamos nos ater às opções já apresentadas. Sem dúvida, a solução da Qnovo parece a mais promissora e mais simples de ser adotada em curto prazo. A empresa pode fazer uma parceria com várias fabricantes de gadgets e incluir sua tecnologia nas baterias de vários aparelhos.

No caso da Qualcomm, que quer transformar mesas de bar, de restaurantes e painéis de carros em carregadores sem fio, a coisa parece mais complicada. Já os carregadores que captam energia do som e de vibrações parecem ainda estar longe de se tornarem eficientes.

Funcionamento

A ideia da startup Qnovo é analisar com seu chip as condições de cada bateria de smartphone em tempo real. Assim, é possível saber quanta energia ela pode receber do carregador sem ser danificada. Dessa maneira, o chip gerencia a entrada de elétrons de forma segura e pode melhorar em até seis vezes o tempo de carregamento que temos hoje em tomadas convencionais. A empresa possui ainda um software que faz algo parecido, porém com menos eficiência e segurança.

A ideia da Qualcomm é mais ousada e requer mais modificações no nosso mundo cotidiano. A empresa desenvolve já há alguns anos uma tecnologia de carregamento sem fio que poderia ser acoplada com facilidade em mesas de bar, de restaurantes, na nossa casa e em painéis de carros. Assim, você deixa seu aparelho em cima dessa superfície durante o dia e ele vai ficar carregando sem qualquer problema ou incômodo com cabos.

No caso do carregamento por som, a autoria é da universidade Queen Mary, localizada em Londres. Os pesquisadores da instituição estão explorando as propriedades do óxido de zinco para transformar vibrações em eletricidade. Um aparelho desenvolvido com uma tecnologia assim poderia gerar energia a partir do barulho do trânsito, de um estádio de futebol e até do som do seu carro. Ou seja, o smartphone estaria o tempo todo carregando sua bateria.

Com essas soluções, nossos aparelhos ficariam mais autônomos

Entre as três opções, a que parece mais próxima de se popularizar é a da Qnovo. A empresa já tem a tecnologia pronta e espera uma parceria com fabricantes de smartphones para lançá-la no mercado. Apesar disso, não se tem uma data para tal.

No caso da Qualcomm, os executivos da fabricante de chips acreditam que até o fim de 2014 ou início de 2015 as primeiras experiências comerciais vão ser iniciadas. No caso do carregamento por som, a coisa inda está em desenvolvimento.

O que você acha dessas três soluções? Alguma delas vai mesmo se popularizar logo e melhorar nosso tempo longe das tomadas?

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