(Fonte da imagem: Greg Stewart/SLAC)

Os mais recentes experimentos do Departamento de Energia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pegaram uma inspiração pouco convencional para o mais recente protótipo de bateria criado pela equipe: romãs.

As frutas foram copiadas em estrutura para a construção de um eletrodo de carbono em forma de "casca" que é composto por "sementes" de nanopartículas de silício. O estilo usado permite o uso de técnicas aperfeiçoadas de fabricação para uma nova geração de baterias íon-lítio.

Os pesquisadores notaram que, mesmo apos mil ciclos, os ânodos em forma de romã operam a 97% da capacidade, valor bem acima da atual capacidade das baterias comerciais. O teste pode permitir a fabricação de fontes de energia menores, leves e muito mais duráveis, especialmente para dispositivos móveis e carros elétricos.

Os ciclos fazem com que a goma acumule-se em cada casca de carbono, em vez de danificar toda a bateria.
(Fonte da imagem: Nian Liu, Zhenda Lu e Yi Cui/Stanford)

Mas, se o método é tão bom (até dez vezes mais carga pode ser guardada), por que só agora foi possível utilizá-lo? O problema é que, sem a forma inspirada nas romãs, o uso de silício para armazenar a energia das baterias fazia com que a estrutura entrasse em colapso e formasse uma "goma" que envolvia o ânodo e diminuía o desempenho do material.

A técnica nova mantém tudo devidamente unido e em "sementes" separadas, criando um corredor para a corrente elétrica e impedindo o acúmulo do muco no centro da estrutura. Por enquanto, os cientistas estão otimistas, mas novos obstáculos precisam ser superados, como deixar essas baterias mais simples e baratas.

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