(Fonte da imagem: iStock)

Você certamente já deve ter reparado que a bateria dos celulares antigos durava muito mais. E não se trata apenas de uma reclamação de saudosistas, mas de uma constatação do óbvio, já que a quantidade de novidades inseridas nos aparelhos consome cada vez mais energia. Se antes tínhamos apenas uma tela e toques polifônicos, o hardware de hoje precisa gerenciar milhões de cores, touchscreen, internet, GPS e muito mais.

Porém, se as empresas conseguem fazer com que tenhamos uma máquina potente na palma de nossas mãos, por que elas não investem em uma forma de não precisarmos estar sempre perto de uma tomada para tirar melhor proveito dessas tecnologias? Alguns dos motivos você conhece agora.

As famosas células

Quem já comprou um notebook já deve ter se deparado com essa simples nomenclatura. A quantidade de células na bateria é um fator importante no que diz respeito à autonomia do aparelho. Com os smartphones isso não é diferente.

Cada uma dessas células é uma espécie de pequeno depósito de armazenamento de íon de lítio que faz com que o tempo entre uma recarga e outra seja bem maior. No entanto, ao contrário dos laptops, os dispositivos móveis têm um número reduzido desses “pacotes energéticos”. Enquanto os computadores portáteis contam com seis ou nove unidades, os celulares possuem apenas uma. Já os tablets podem chegar a três.

Mas a pergunta que fica no ar é: por que não fazer o mesmo nos smartphones? Pelo simples fato de esse tipo de tecnologia de armazenamento ser muito frágil. As camadas protetoras que dividem essas células podem ser facilmente danificadas, principalmente se você adora fazer movimentos bruscos com o aparelho no bolso. Com isso, seria praticamente obrigatório trocar a bateria de tempos em tempos.

No entanto, aí esbarramos em um problema cada vez mais comum: a impossibilidade de retirar a fonte de energia. As fabricantes estão investindo cada vez mais nesse tipo de design, o que compromete as melhorias em termos de densidade em cada uma dessas células de lítio.

Isso acontece porque esse nível de densidade de energia é definido pela área em que os íons são armazenados, diminuindo à medida que o espaço destinado a isso fica menor. Como não tem para onde expandir, não há como fazer milagres.

Processo natural

Seja de maneira empírica ou lendo em algum lugar, todo mundo já aprendeu que o smartphone não pode sobreaquecer. Mas por quê? Resgate suas memórias da aula de química e lembre que, em uma reação química, a temperatura exerce um fator importante na velocidade de toda a operação.

No caso das baterias, o excesso de tarefas e até mesmo o processo de recarga faz com que a transformação do lítio em energia aconteça de maneira muito mais rápida do que o normal, o que pode acarretar uma diminuição considerável no tempo de vida do smartphone. Isso faz com que, de maneira natural, a autonomia do aparelho diminua.

O que fazer?

Diante desse panorama, a melhor solução seria abandonar a tecnologia do íon de lítio, assim como já fizemos uma vez com o níquel. No entanto, para onde correr? Até o momento, as principais fabricantes não demonstram interesse em alterar o padrão, preferindo continuar no formato já utilizado. Mas isso não quer dizer que não há outras medidas sendo tomadas.

Várias pesquisas já estão sendo feitas para encontrar uma nova fonte de energia. Uma delas é o chamado Li-imide, um composto inorgânico com base em lítio, nitrogênio e hidrogênio que consegue oferecer uma estabilidade maior em termos de temperatura e tempo de vida.

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