A Apple experimentou na manhã de hoje (20) uma alta história no valor de suas ações, fechando em US$ 100,77 na bolsa de Nova York. O valor supera o recorde registrado em 21 de setembro de 2012, ocasião em que as ações foram vendidas a US$ 100,72 — considerado o desdobramento de ações executado no último mês de junho — por conta do lançamento do iPhone 5.

Para especialistas, o crescimento é um reflexo das perspectivas otimistas relacionadas ao lançamento do próximo smartphone da companhia, o iPhone 6. Além deste, também o altamente aguardado smartwatch da companhia tem deixado os investidores com um sorriso de canto de boca.

Um contragolpe nas previsões

Após experimentar um crescimento contínuo desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007, as ações da Apple perderam aproximadamente um terço do seu valor após o lançamento do iPhone 5. A pulga na orelha dos acionistas era bastante evidente: com a morte do cofundador da companhia, Steve Jobs, muita gente acreditava que a maré de boas ideias baixaria rapidamente.

Recentemente, os ares funestos ao redor da Maçã ganharam mais corpo. O analista Trip Chowdry, da Global Equities, prognosticou que a empresa iria “desaparecer do mercado” caso não lançasse o seu smartwatch — ou algo igualmente capaz de chamar a atenção — em, no máximo 60 dias. Naturalmente, a previsão não poderia ser mais equivocada.

Reforço de peso

Mas o contragolpe também ganhou força com as declarações de um conhecido investidor da Apple, o milionário Carl Icahn. Além de incentivar a empresa a readquirir parte de suas próprias ações — o que instalou um clima de confiança entre os acionistas —, Icahn ainda disparou várias vezes que a fabricante do iPhone andava subvalorizada.

“Todas as minhas fichas ainda estão na mesa, tendo, de fato, aumentado desde o ano passado”, disse Icahn em entrevista ao site Bloomberg. Atualmente, o investidor detém 52,8 milhões de ações da Apple, totalizando US$ 5,3 bilhões, de acordo com o recorde recente.

Expectativas em torno do iPhone 6

Atualmente, diversos analistas de mercado esperam um desempenho extraordinário do iPhone 6 nas prateleiras, assim que o smartphone for lançado ao final deste ano. Além de ser o produto que historicamente é capaz de alavancar as ações da Maçã, a sexta edição do aparelho ainda ganhou o endosso dos investidores por finalmente apostar em duas dimensões de tela simultaneamente (com opções de 5,5 e de 4,7 polegadas).

Para os analistas, o projeto representou a tão esperada aposta da Maçã em um nicho tipicamente associado a marcas como Samsung e HTC (em que displays com medidas alternativas são consideravelmente mais comuns). Espera-se que o iPhone 6 venda mais de 75 milhões de unidades até o final deste ano — desbancando as 50 milhões de unidades vendidas no ano passado pelos iPhones 5S e 5C, tomados conjuntamente.

A Apple teve suas ações recentemente desdobradas em proporção de sete para um. Basicamente, embora o valor em ações detido por cada acionista não tenha sofrido alterações, a medida permitiu que investidores mais modestos também pegassem carona no vácuo criado pelo iPhone 6 — já que, atualmente, cada ação pode ser adquirida por um sétimo dos valores praticados antes do mês de junho, em que se deu a divisão.

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