(Fonte da imagem: Reprodução/Android Police)

Na tentativa de diminuir a fragmentação do sistema operacional Android, a Google decidiu impor algumas restrições na maneira como seus parceiros lidam com a plataforma. Após se certificar de que o sistema consegue rodar em dispositivos com 512 MB de memória RAM e forçar a Samsung a diminuir o número de customizações que ela realiza, a empresa decidiu forçar suas parceiras a manter o software atualizado caso elas desejem ter acesso aos sistemas Google Mobile Services (GMS) e Google Apps.

Aparentemente, a companhia divulgou um calendário que contém a janela de aprovação para várias versões do sistema operacional, indicando a data limite para cada uma delas perder a integração com os serviços da Google. Com isso, as fabricantes de aparelhos têm em mãos uma data bem definida para passar a trabalhar com dispositivos mais atualizados — de preferência, a versão mais recente disponível no mercado.

Segundo a tabela, fabricantes tinham o dia 1º de fevereiro deste ano como prazo máximo para a certificação de aparelhos com o Android 4.1 que gostariam de trabalhar com os sistemas da companhia. Caso a data esteja correta, nenhum aparelho com essa versão do sistema operacional criado a partir de agora poderá contar com essas funções.

O fim de aparelhos com versões antigas do sistema?

O Android Police, que obteve o documento, afirma que a partir de agora nenhuma empresa pode realizar a certificação de um aparelho que possua instalado uma versão do Android que está duas versões atrás do lançamento mais recente. Vale notar, no entanto, que a janela de aprovação não está necessariamente ligada à data de lançamento de um produto — além disso, não há qualquer obrigação por parte das fabricantes de continuar atualizando seus aparelhos após eles terem sido lançados no mercado.

(Fonte da imagem: Reprodução/BGR)

Essa decisão deve ajudar a colocar alguma pressão sobre as empresas, que provavelmente vão optar pela realização de um número menor de personalizações para que elas consigam cumprir os novos prazos (que estipulam o tempo de vida de cada versão em aproximadamente 9 meses). Embora isso não signifique necessariamente que o mercado vai deixar de receber produtos com versões desatualizadas do Android, ao menos isso serve como garantia de que as organizações que optarem por esse caminho vão ter que procurar alternativas aos serviços da Google — algo que deve afastar muitos consumidores.

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